Moto em alta velocidade atingiu a menina quando ela saía da escola de dançaReprodução/Redes Sociais / Arquivo pessoal
“Estava dentro do carro esperando ela sair. Eu estava olhando para ela. O portão travou e ela ficou tentando puxar. Na hora que ela abriu, foi coisa de segundos. Eu pisquei e ouvi um barulho enorme, tanto que achei que fosse tiroteio ou bomba. Quando abri o olho, não vi mais minha filha”, narra.
Nas imagens, é possível observar que Malu é atingida pelo veículo assim que passa pelo portão. Instantes depois, a menina se coloca de pé e é acudida pela mãe.
Moto em alta velocidade atropela menina de 11 anos na calçada, no Grajaú
— Jornal O Dia (@jornalodia) August 21, 2026
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Felizmente, Malu sofreu apenas alguns cortes e ficou com hematomas na lateral do corpo. Devido à pancada, a menina também sofreu uma pequena lesão no pulmão, mas que não é motivo de preocupação, segundo a médica.
“Levei ela para o Hospital Quinta D’Or. Ela levou sete pontos e está toda roxa. Dos males o menor. Ela está bem. Hoje já conseguiu colocar o pezinho no chão. A médica falou que a lesão do pulmão era por conta da queda, mas que não era para me preocupar. Não era uma lesão grave, mas disse para voltar 15 dias depois para fazer a tomografia”, conta.
Apesar do susto, a menina se preocupa apenas com a volta às aulas de dança. “Ela vai competir em um festival em Cabo Frio. A preocupação dela era assim: ‘Mãe, eu vou poder dançar?’”, recorda.
Segundo Priscilla, o motociclista havia acabado de fazer uma entrega no prédio ao lado quando atingiu a menina. Após o atropelamento, ele chegou a cair com o impacto e pediu desculpas. No entanto, disse que “nunca imaginava que fosse sair alguém do portão”.
“Aí eu comecei a gritar com ele. Eu falei: "Como assim? Você está na calçada, você está errado". E comecei a discutir com ele ali. Ele ficou quieto e permaneceu lá fora o tempo todo, deu o telefone. Só que eu fui cuidar da minha filha”, relata. “Se ele saiu próximo, como que ele acelera desse jeito?”, questiona.
A mãe da criança, porém, afirma que não pretende fazer o registro de ocorrência contra o motociclista.
“A minha preocupação agora é cuidar da minha filha. Eu tenho o contato dele, sei quem é, tenho a placa [da moto], tenho tudo, mas eu não quero. Graças a Deus, minha filha está aqui comigo, a minha filha está viva. Depois eu penso nisso. A consciência dele não está tranquila, ele viu a gravidade do acidente que causou. Eu só lembro de virar para ele na hora que estava saindo e ele olhar para minha cara aterrorizado. Tipo assim, ‘o que eu fiz?’. Eu entrego na mão de Deus e que seja feita a vontade dele”, diz.
De acordo com Priscilla, ações como a do motociclista, de trafegar pela calçada, são comuns na região e uma das maiores reclamações dos moradores.
“No mesmo dia, a minha amiga que me ajudou a socorrer ela falou: ‘Priscila, você acabou de sair, veio outra moto e passou do mesmo jeito’. Ali é constante. Nós, mães, estamos tentando pensar em algo para colocar alguma coisa ali, para cercar, porque são crianças a partir de 2 anos de idade que frequentam ali. Ali é comum. Se você ficar meia hora, vai ver cada absurdo que não tem noção, independente do horário”, denuncia.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), trafegar com o veículo pela calçada é considerado uma infração gravíssima. A penalidade resulta em uma multa de R$ 880,41 e adição de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).






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