MP Eleitoral pede ao TRE-RJ rejeição de candidaturas de Garotinho e Waguinho Divulgação/ O Dia

Rio - O Ministério Público Eleitoral (MPE) entrou nesta sexta-feira (21) com ações na Justiça para tentar impedir que Anthony Garotinho (Republicanos) concorra ao Governo do Rio e que Waguinho (Republicanos) dispute uma vaga no Senado nas eleições deste ano. Os dois são alvos de pedidos do órgão para que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) rejeite suas candidaturas.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), eles estariam envolvidos em situações previstas na Lei da Ficha Limpa, que podem impedir uma pessoa de disputar eleições. Os casos ainda serão analisado pela Justiça Eleitoral, que deverá julgar os processos até meados de setembro.

As duas ações fazem parte de uma nova rodada de questionamentos do MP Eleitoral a candidaturas no estado. Ao todo, o órgão já apresentou 15 ações contra candidatos no Rio.

Além de Garotinho e Waguinho, o órgão também questionou as candidaturas de Renato Machado (PT) e Diego José Alba Taboada (PSDB), que concorrem a vagas na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e de Mariana de Souza (União), candidata a deputada federal.

Nesses três casos, o Ministério Público usa como argumento um trecho da Constituição que proíbe partidos políticos de utilizarem organizações paramilitares. De acordo com o MPF, o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é de que candidaturas não podem ser usadas por grupos criminosos para conquistar espaço dentro do poder público.
O procurador regional eleitoral, Flávio Paixão, afirmou que o trabalho inicial do órgão foi voltado a candidaturas com possíveis problemas relacionados às condições de elegibilidade, condenações, contas rejeitadas e outras situações previstas na legislação eleitoral.

"Este é um trabalho inicial, em que nos dedicamos a impugnar as candidaturas com problemas relacionados às condições de elegibilidade, condenações, contas rejeitadas, envolvimento com crime organizado etc. Mas há ainda a possibilidade de novos indeferimentos", afirmou o procurador.

Segundo Paixão, novas informações encaminhadas por cidadãos à Justiça Eleitoral também poderão resultar na análise de outros casos, incluindo denúncias sobre possíveis pendências judiciais ou suposto envolvimento de candidatos com a criminalidade organizada.

Antes desta nova rodada, o MP Eleitoral já havia contestado os registros de outras dez candidaturas no Rio. Entre os nomes estão André Ceciliano, João Drumond, Zito, Junior da Lucinha, Tatiana Oliveira de Castro, Clébio Lopes Jacaré, Elias Queiroz e Dr. João Leonel Brizola, além de Val Ceasa e Dr. Flávio.
MPE já havia solicitado impugnação de Garotinho
Na última segunda-feira (17), o MPE pediu ao TRE-RJ que negasse o registro da candidatura do ex-governador Anthony Garotinho ao Governo do Estado. O entendimento do órgão é de que o político estaria impedido de concorrer em razão dos efeitos de uma condenação por improbidade administrativa relacionada à sua passagem pela Secretaria de Estado de Governo entre 2005 e 2006.
O que diz a defesa de Garotinho 
Em nota, a defesa de Anthony Garotinho disse ter recebido com tranquilidade a apresentação da ação de impugnação ao registro de sua candidatura pelo Ministério Público Eleitoral. "Não há, neste momento, qualquer decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro que impeça a candidatura de Anthony Garotinho ao Governo do Estado. A defesa apresentará, no processo e dentro dos prazos legais, todos os fundamentos jurídicos necessários para demonstrar a regularidade da candidatura e confia na apreciação técnica e independente da Justiça Eleitoral", disse.

Ainda segundo a defesa, Garotinho seguirá com a candidatura e com sua agenda de campanha.
A reportagem também procurou a defesa de Waguinho às 16h07 desta sexta-feira (21), mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.