A Defesa Civil Municipal interditou um prédio de cinco andares, com 14 apartamentos, na Estrada de JacarepaguáDivulgação / Redes Sociais
Publicado 28/09/2026 17:22 | Atualizado 28/09/2026 19:16
Moradores da Muzema, no Itanhangá, na Zona Sudoeste do Rio, tiveram que deixar suas casas às pressas após um prédio apresentar rachaduras e ser interditado por risco de desabamento. A Defesa Civil Municipal determinou a saída dos moradores do imóvel na tarde desta segunda-feira (28).

Segundo relatos publicados nas redes sociais, moradores de uma rua sem saída, em frente ao Sítio Vitória, começaram a retirar seus pertences após serem orientados pela Defesa Civil. O edifício fica na Estrada de Jacarepaguá, número 201.
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Em nota, a Operações Rio informou: "A Defesa Civil Municipal interditou, na tarde desta segunda-feira (28/09), um prédio de 5 andares, com 14 apartamentos, na Estrada de Jacarepaguá, número 201, no Itanhangá, na Zona Sudoeste do Rio, após constatação de riscos estruturais.

De acordo com a Defesa Civil, os moradores foram retirados do edifício e o local foi isolado de forma preventiva. A Secretaria Municipal de Assistência Social e a Secretaria de Conservação foram acionadas para atuar no local".

Desabamentos deixaram nove mortos em 2019

Em abril de 2019, dois prédios desabaram na Muzema e deixaram ao menos vinte mortos. Entre as vítimas estavam crianças e adultos. Na ocasião, equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas por desaparecidos entre os escombros durante vários dias.

Entre as vítimas identificadas estavam Raimundo Nonato do Nascimento, de 40 anos, Pedro Lucas, de 7, Hilton Guilherme Sodré de Souza, de 12, Maria Nazaré de Souza; Hilton Berto Rodrigues Souza, e Cláudio Rodrigues, de 41 anos. Também morreram Zenilda Bispo de Amorim e seu filho, Ruan Amorim Rodrigues, de 10 anos, encontrados abraçados sobre uma cama.

Prefeitura demoliu construção irregular em 2023

Em outubro de 2023, a Secretaria de Ordem Pública realizou a demolição de uma construção irregular na Estrada do Itanhangá, na Muzema. Segundo a Prefeitura, o imóvel havia sido erguido sem licença ou autorização municipal e já tinha sido notificado e embargado desde o início das fundações.

Ainda conforme o município, a estrutura poderia receber novos pavimentos e as unidades do térreo seriam utilizadas como comércio. Na época, a Prefeitura informou que a região era alvo de forte influência da milícia e que a construção estava entre as ações de combate à ocupação irregular do solo.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral
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