Várias aves foram apreendidas e encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres Foto Divulgação

São Fidelis – Vários pássaros silvestres foram encontrados em cárceres, no final da semana, pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), nas proximidades do Parque Estadual do Desengano, no município de São Fidelis, ao norte do estado do Rio de Janeiro. A operação contou com apoio do Comando de Polícia Ambiental (CPAm).
A ação começou na quinta-feira (17), com duração de sete dias (durante o “feriadão”). A equipe localizou dez aves, inclusive um papagaio ameaçado de extinção, na localidade conhecida como Chatuba. Na Rua Dr. Alberto Torres os agentes apreenderam quatro coleiros (Sporophila caerulescens); dois galos-da-serra; dois sanhaços (Thraupis sayaca).
Também encontraram um trinca-ferro (Saltator similis) um tiziu (Volatinia jacarina) presos em gaiolas. Já em uma residência em Nova Divineia, localizaram o papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha) que era mantido ilegalmente em cativeiro. Os proprietários dos imóveis foram levados para a 141 Delegacia de Polícia (São Fidélis) onde prestaram esclarecimentos e serão multados pelo Inea.
Encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), em Seropédica, as aves serão soltas no habitar natural. O secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, explica que as operações que visam combater crimes ambientais e promover o ordenamento turístico nas unidades de conservação estaduais distribuídas pelo território fluminense e administradas pelo órgão.
As investidas do Inea foram concluídas nesta quarta-feira (23), envolvendo cerca de 200 profissionais entre guarda-parques, gestores, fiscais e técnicos do Inea, e contará com apoio do Comando de Polícia Ambiental (CPAm): “Nosso objetivo com essas ações é o combate aos crimes ambientais”, ratifica Rossi.
O secretário ressalta que a atuação é um contraponto firme e legal às práticas e que o trabalho é feito com planejamento: “O Inea administra 40 unidades de conservação (posição em 2023) distribuídas pelo território fluminense que, juntas, protegem 494.017 hectares de Mata Atlântica”, Resume.