Reunião para discutir soluções foi pedida pelo deputado Murillo Gouvêa e o secretário Bruno Dauaire Foto Divulgação

São João da Barra – Por iniciativa do deputado federal Murillo Gouvêa e o secretário de Habitação do Estado do Rio de Janeiro, Bruno Dauaire, o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, se comprometeu a investir nas obras de intervenções necessárias para conter o avanço do mar em Atafona, distrito de São João da Barra.
O fenômeno de “erosão extrema” acontece há décadas, com o mar avançando cerca de seis metros por ano anos, já tendo destruído mais de 500 casas em uma faixa de quase três quilômetros. A reivindicação ao ministério foi feita por Bruno Dauaire e o parlamentar, ambos do União Brasil, em reunião realizada em Brasília nesta quarta-feira (17), que contou também com a presença da prefeita de São João da Barra, Carla Caputi.
Murilo Gouvêa está comprometido e assumiu a incumbência de providenciar emenda parlamentar para realização do estudo de viabilidade técnica econômica e ambiental realizado pelo geógrafo marinho Eduardo Bulhões, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Ficou definido que a proposta com melhor alternativa será apresentada ao ministério para obtenção dos recursos e iniciar as obras. Bruno Dauaire afirma que, por orientação do governador Cláudio Castro, tem buscado estreitar a relação com o Governo Federal para garantir a aplicação de recursos no estado.
O secretário enumera que já teve reunião com o ministro das Cidades, Jader Filho e recebeu, na última semana, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff; além de ter criado uma subsecretaria de prevenção e erradicação de riscos e desastres, que atua estrategicamente em demandas como a tratada nesta quarta-feira em Brasília.
Dauaire considera Atafona um símbolo fluminense com grande relevância pela proximidade com o Porto do Açu: “Estamos nessa luta há muitos anos e precisamos ter o Estado e a União trabalhando em conjunto; assim poderemos realizar o sonho de mitigar esse problema e devolver a história a centenas de pessoas que perderam suas casas", comenta.