O município de Silva JardimFoto: Arquivo MAIS

Silva Jardim - Uma madrugada de terror abalou o município, quatro pessoas foram brutalmente assassinadas a tiros na comunidade de Cidade Nova, em uma possível ação coordenada por integrantes da facção Comando Vermelho. A Polícia Militar classificou o caso como uma chacina, e a Divisão de Homicídios já investiga os assassinatos.
Segundo informações preliminares do 35º Batalhão da Polícia Militar (BPM), os agentes da 5ª Companhia foram acionados por volta de 1h30 da madrugada desta quinta-feira (19) após relatos de disparos de arma de fogo na região. Ao chegarem ao local, os policiais se depararam com um cenário de horror: quatro corpos estavam espalhados em pontos distintos da comunidade, todos com marcas de ferimentos provocados por arma de fogo (PAF).
As vítimas foram identificadas como:
Ângelo Cesar de Oliveira, de 26 anos, morador do bairro Caju, que possuía anotação por receptação (artigo 180 do Código Penal);
Kauan Patrick Cabral da Silva, de 22 anos, residente em Reginópolis, sem antecedentes criminais;
Iury Gabriel Ferreira, de 23 anos, também de Reginópolis, com registro por estupro de vulnerável (artigo 217 do Código Penal);
Ariana Cruz Reis, de 34 anos, moradora da própria Cidade Nova, sem antecedentes conhecidos.
A Polícia Civil foi acionada e realizou perícia no local. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML), e a Delegacia de Polícia de Silva Jardim (120ª DP) ficará responsável pela investigação. A principal linha de apuração indica um possível acerto de contas ligado ao tráfico de drogas, já que a região é conhecida por disputas territoriais entre facções criminosas rivais.
Apesar da brutalidade do crime, nenhuma arma foi apreendida e ninguém foi preso até o momento. A PM informou que segue com ações de patrulhamento e levantamento de informações na região para identificar os autores do crime.
A chacina em Silva Jardim é mais um episódio que escancara a escalada da violência no interior fluminense, onde facções têm ampliado sua atuação fora das grandes cidades. O caso segue sendo tratado como prioritário pelas forças de segurança pública.
A população pode colaborar com informações de forma anônima pelo Disque Denúncia, no telefone (21) 2253-1177.