Maior feira de café no estado do Rio de Janeiro, evento disponibiliza aos visitantes sabores variados do produto Foto Divulgação

Varre-Sai – Considerado centro da cafeicultura fluminense, Varre-Sai, no noroeste do estado do Rio de Janeiro, encerra neste sábado (27) a Expo Café, aberta quinta-feira (25), com expectativa de deve movimentar até R$ 30 milhões. Considerado a maior feira de negócios do setor no estado, o evento consolida a sua importância para a economia regional.
Realizado pela Cooperativa dos Produtores de Café do Norte Fluminense (Coopercanol) em parceria com o governo municipal, a exposição conta com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar (Sedipaf), por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Acontece na Área de Eventos Pedro Nunes de Moraes, no Parque Confiança.
A estimativa é de que reúna mais de cinco mil participantes entre produtores rurais, técnicos, empresas, pesquisadores, estudantes e visitantes de diferentes regiões do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. O público está tendo acesso a palestras, demonstrações de tecnologias, capacitações e exposições de equipamentos.
São disponibilizadas, também, oportunidades de negócios e espaços focados no fortalecimento da cadeia produtiva do café. O diretor técnico da Emater-Rio, Carlos Marconi, avalia que a Expo Café consolidou-se como um dos principais eventos do agronegócio fluminense justamente por refletir a evolução da cafeicultura regional.
Marconi observa que o Alto Noroeste certifica a identidade e o padrão de qualidade dos cafés produzidos na região, tendo Varre-Sai como sua principal vitrine: “A cafeicultura fluminense consolida uma nova fase, marcada pela agregação de valor, pelo protagonismo dos produtores e pela produção de cafés de excelência”.
CONTRIBUIÇÃO FORTE - O diretor-técnico ressalta que, com o trabalho contínuo de assistência técnica e extensão rural desenvolvido pela Sedipaf, produtores que tradicionalmente comercializavam café como commodity passaram a investir em técnicas de manejo, colheita seletiva, processamento e pós-colheita, elevando significativamente a qualidade da produção e conquistando espaço no mercado de cafés especiais.
Outro fator considerado fundamental por ele, é que a evolução também resultou em um importante reconhecimento para a região: “A Denominação de Origem (D.O.) Alto Noroeste, selo que identifica a procedência dos cafés produzidos no território e certifica características próprias de qualidade, reforçando a identidade regional e agregando valor ao produto”.
A secretaria participa da feira com um espaço, organizado pela Emater, dedicado ao atendimento aos produtores, orientação técnica e apresentação de ações voltadas ao fortalecimento da cafeicultura fluminense, com uma competição que desafia a capacidade sensorial dos participantes por meio de provas às cegas, neste sábado.
"A Expo Café é hoje o grande encontro da cafeicultura do Estado do Rio de Janeiro”, ratifica Marconi realçando que, ao mesmo tempo, a feira mostra o resultado de um trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, em que a assistência técnica da Sedipaf e da Emater-Rio contribuiu para elevação da qualidade dos cafés, agregação de valor à produção e reconhecimento dentro e fora do estado.