Lycia Barros conquista milhares de fãs com livro que mistura religião e romance

Essa é a fórmula que vem dando certo para a autora de 38 anos, autora do romance ‘A Bandeja’ primeiro dos quatro livros de sua série ‘Despertar’

Por O Dia

Rio - Nicholas Sparks com um toque de religião. Essa é a fórmula que vem dando certo para Lycia Barros, de 38 anos, autora do romance ‘A Bandeja’ (Editora Arqueiro, R$ 29,90), primeiro dos quatro livros de sua série ‘Despertar’. Ela já vendeu mais de 20 mil cópias, boa parte desse número por conta própria. “O primeiro editor que me contratou falou: ‘Não pede demissão, ninguém fica rico vendendo livro’. Mas sou teimosa, pensei: ‘Os outros não ficam, eu vou ficar’”, ri ela, que ofereceu o romance em eventos e escolas evangélicas e católicas.

Lycia Barros une romance e religião em seu primeiro livro Divulgação


Em sua estreia, bem a gosto do autor americano citado no início do texto, ela conta a história açucarada de Angelina, jovem evangélica de Petrópolis que se muda para o Rio para estudar Letras. Logo, a adolescente se apaixona e passa a viver um ardente caso com Rico, seu professor de Linguística, quase dez anos mais velho e que não é cristão. Cega de amor, a menina esquece da família, dos amigos e de todos os preceitos religiosos que aprendeu. Mas Rico não é bem o que parece e ela precisa, então, recuperar sua essência esquecida.

“Comecei a escrever em 2009, quando estava muito deprimida. Minha irmã era adolescente, me contava dos livros que lia e eu não gostava daquelas narrativas em que encontrar o cara ideal era o centro da vida da menina”, diz ela. “Comecei a escrever para que a história fosse o contrário, uma história em que o cara que parece perfeito é um cretino e em que a menina visse que um relacionamento não é tudo e pensasse em si mesma e em Deus.”

A irmã adorou o livro e começou a falar da “irmã escritora”. Assim, teve início a carreira de Lycia, que, como Angelina, cursou Letras. A autora foi surpreendida pelo fato de a narrativa agradar a um público amplo, não se restringindo aos cristãos.

“Sou evangélica e escrevo com base no que eu acredito. Mas é um livro para que o jovem pense, reflita a religiosidade. Vi que faltava uma literatura para esse público, não tem nada assim, mas tenho conseguido agradar a outro público também”, comemora.

Últimas de Diversão