Bernardo Rossi debateu demandas com representantes dos municípios integrantes da Cosemma e prometeu agendar reuniões bimestrais Foto Divulgação

Bom Jesus – Adesão aos programas Olho no Verde e Fumaça Zero está definida pelo governo de Bom Jesus do Itabapoana, no noroeste do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo é permitir acesso ao sistema estadual de monitoramento por satélite para reforço da fiscalização ambiental e combate a queimadas no território municipal.
O secretário do Ambiente bonjesuense, Maurício Zenon, definiu as tratativas no último dia 26, durante reunião ordinária do Conselho de Secretários Municipais de Meio Ambiente do Norte e Noroeste Fluminense (Cosemma-NNF). O encontro aconteceu na Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas).
Participaram representantes de 23 municípios. O secretário estadual, Bernardo Rossi, anotou as demandas de Bom Jesus para repercutir junto às áreas competentes do governo do Estado. Na oportunidade, foram confirmadas as conexões aos dois programas, que envolvem técnicos da Seas e do Instituto Estadual de Ambiente (Inea).
Especificamente, o Fumaça Zero visa prevenção e combate às queimadas, com ações de monitoramento, fiscalização e educação ambiental, especialmente durante o período de seca. Já Olho no Verde utiliza inteligência artificial para monitorar alterações na cobertura florestal e identifica focos de queimadas ou desmatamento ilegal.
Zanon também articulou treinamento e orientação para o setor de licenciamento ambiental, apontando como justificativas recentes mudanças legais em nível nacional, além da integração ao sistema estadual digital de abertura de processos de licenciamento. O secretário também expôs a importância dos recursos Câmara de Compensação Ambiental (CCA) para os municípios da região, no planejamento de ações.
SEMIÁRIDO - A reclassificação climática proposta pelo Projeto de Lei nº 1.440/2019 - de autoria do prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho, quando deputado federal -, fez parte dos debates. O projeto pretendia alterar a condição dos municípios do Norte e Noroeste Fluminense para semiárido.
O Senado Federal havia aprovado por unanimidade; mas o presidente da República, Luiz Inácio Luta da Silva, vetou integralmente. O Cosemma solicitou à Seas e ao Inea que desenvolvam um estudo aprofundado sobre impactos ambientais e hídricos dessa mudança, no sentido de fortalecer as articulações para que a aprovação da proposta volte a valer.
Rossi – que esteve em Bom Jesus no dia seguinte, para lançar o Limpa Rios Margens - anunciou que vai disponibilizar sua agenda para reuniões bimestrais, garantindo acompanhamento constante das demandas, e confirmou a destinação de recursos. “Foi um encontro extremamente produtivo”, avalia Maurício Zenon.