Seis dias após impeachment, Dilma se muda para Porto Alegre

Cerca de 200 pessoas se despediram da ex-presidente, que deixou o Palácio da Alvorada

Por thiago.antunes

Brasília - Seis dias após sofrer impeachment, a ex-presidente Dilma Rousseff deixou, nesta terça-feira, o Palácio da Alvorada. Acompanhada por senadores e ex-ministros, Dilma saiu do carro ao passar pelo portão da residência oficial para abraçar cerca de 200 militantes que a aguardavam sob forte sol, do lado de fora, e que fizeram um pequeno ato em homenagem à sua despedida.

Mulheres jogaram pétalas vermelhas no asfalto por onde o comboio de dez carros passou à saída do Alvorada. Sob gritos de “Dilma guerreira do povo brasileiro”, “Nós voltaremos” e Fora Temer”, Dilma e a comitiva foram para a base aérea, onde a ex-presidente embarcou para Porto Alegre em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Alguns ex-ministros, como Jaques Wagner (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União), acompanharam Dilma até a base área.

Dilma deixou nesta terça o Palácio da Alvorada%2C a residência oficial que ocupou durante quase seis anosRoberto Stuckert Filho/ PR

Dilma viajou com o ex-ministro Miguel Rossetto (Trabalho), que organizou uma recepção com militantes e dirigentes petistas em Porto Alegre. Na capital gaúcha, vivem o ex-marido de Dilma Carlos Araújo, a filha do casal, Paula, e os netos da petista, Gabriel e Guilherme.

A ex-presidente disse a amigos que pretende passar algumas temporadas no Rio de Janeiro, onde sua mãe, Dilma Jane, de 93 anos, tem um apartamento em Ipanema. O Rio é um local considerado mais estratégico para uma atuação política.

A partir de agora, Dilma terá direito a oito servidores de livre escolha, com salários que vão de R$ 2,2 mil a R$ 11,2 mil, e também a dois carros. Os direitos dos ex-presidentes são regidos pela lei 7.474, de 1986, e pelo decreto 6381, de 2008. Dos oito funcionários, quatro são para prestar serviços de segurança e apoio pessoal, dois para assessoria e outros dois são motoristas.

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