Bolsonaro cita modelo dos EUA para voltar a defender projeto que flexibiliza porte de armas

Em live transmitida nesta quinta pelo Facebook, presidente também falou sobre o projeto de lei que propõe mudanças no Código de Trânsito. Asfaltamento da BR 163 e internação compulsória de dependentes químicos também estiveram em pauta

Por Juliana Mentzingen *

Jair Bolsonaro, em live transmitida ao lado do deputado Marco Feliciano
Jair Bolsonaro, em live transmitida ao lado do deputado Marco Feliciano -
Brasília - Em mais uma live feita em sua página no Facebook, na noite desta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre os últimos assuntos em debate pelo governo. Entre eles, os projetos de lei sobre a flexibilização do porte de armas e sobre mudanças nas regras no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Ao lado do deputado federal Marco Feliciano e do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, que também participaram da transmissão, Bolsonaro citou o modelo adotado nos Estados Unidos. Segundo Bolsonaro, o cidadão pode atirar em caso de invasão à propriedade privada. "Eu tenho porte de arma porque sou capitão do exército. Quem tá perdendo é o povo que quer arma", disse, referindo-se à derrubada do decreto nesta quarta-feira pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.
"Na América não tem muro, as casas. As pessoas perguntam: 'Por quê não tem muro?'. Porque ninguém tem coragem de entrar dentro da casa do americano, porque sabe que todo americano tem uma arma", completou o pastor Marco Feliciano.
BR 163 e internação compulsória
Bolsonaro também comentou a obra de asfaltamento na BR 163, no Pará, que está sendo feita em um trecho de 50 quilômetros pelo Exército. "Começou com o general Ernesto Geisel e será concluída, se Deus quiser, com o capitão Jair Bolsonaro", disse o presidente, que está desde a tarde desta quinta-feira em Belém, para a inauguração de um conjunto habitacional. O presidente também lembrou da Política Nacional de Drogas, sancionada na semana passada e que permite a internação compulsória do dependente.
Além disso, lembrou o projeto de mudança nas regras da CNH, que passa de 20 para 40 a pontuação máxima de multas para a suspensão da carteira de motorista. "Se um taxista, um motorista de Uber, um caminhoneiro ou um motorista de ônibus tiver uma pequena distração, ele não perde a carteira de motorista, perde a carteira de trabalho", disse ao referir-se a pessoas que acham que infrações no trânsito aumentarão com a medida.
O presidente Jair Bolsonaro entregou no dia 4 deste mês à Câmara dos Deputados o projeto de lei que faz diversas alterações no Código de Trânsito. A proposta dobra o número de pontos para a suspensão da carteira de motorista de 20 para 40 e também duplica a validade do documento, passando para dez anos. "A proposta é simples e atinge a todos os brasileiros", afirmou Bolsonaro. A mudança na pontuação de multas, segundo o ministério, se baseia em experiências internacionais. A pasta não informou, no entanto, em quais países o limite usado é o de 40 pontos.
* Estagiária sob supervisão de Herculano Barreto Filho

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