Menor ia encontrar com uma tia no templo, mas encontro não aconteceuReprodução/Internet

Minas Gerais - Uma menina de apenas 11 anos foi encontrada morta neste domingo, 18, depois de ter sido vista pela última vez no fim da tarde de sábado, 17, na igreja, que fica em Cachoeira do Pajeú, no Vale do Mucuri, MG. O crime apavorou os pouco mais de 9 mil habitantes da pequena cidade. De acordo com a polícia, um adolescente de 16 anos confessou ter estuprado e depois enforcado a criança.
A Polícia Militar foi acionada no dia 18, por volta das 14h, quando familiares contaram que a menina tinha saído para ir à igreja no último sábado, onde encontraria uma tia, mas o encontro não aconteceu. As buscas realizadas pela PM, junto com familiares e amigos, terminaram no fim da tarde deste domingo, quando a menina de 11 anos foi achada morta, em um matagal próximo a uma estrada vizinha da Fazenda Maravilha, na zona rural de Cachoeira do Pajeú.
Segundo a PM, a criança estava sem vida, com as roupas próximas ao corpo, sinais de violência sexual, escoriações nas costas, inchaços nos pés, deitada no lado esquerdo, com indícios de esganadura. Após denúncia anônima, os policiais isolaram o local e chamaram a perícia, que removeu o corpo da menina e a encaminhou para a cidade de Almenara, onde foram feitos os trabalhos periciais.
Desde então, policiais civis e militares começaram as investigações para tentar descobrir a autoria do crime. A PM informou que o pai da vítima contou que obteve informações de pessoas conhecidas que relataram ter visto o suspeito conversando com sua filha em uma rua no centro da cidade. Ela teria entrado em um veículo azul escuro, modelo Celta ou Palio, que seguiu no sentido da Rua Goiás. A criança foi com o suposto autor do crime até a casa dele, de acordo com os relatos.
Após a fala do pai da menina, o suspeito disse que teria apenas conversado com a menor nesse mesmo local, mas que ela não saiu de lá com ele. O pai contou que a filha tinha um celular que era monitorado por ele, mas disse ter descoberto após o crime que havia um outro telefone dado à vítima pelo suspeito, pelo qual eles se comunicavam, e que no celular havia fotos dos dois juntos.
Ainda de acordo com a PM, durante as investigações, o adolescente suspeito do crime teria dito que realmente havia marcado um encontro em uma escola, mas que ela não apareceu. Com isso, ele foi de moto à casa de parentes da vítima.
Antes de confessar o crime, o adolescente contou outra versão. Disse que teria trabalhado com o tio em uma oficina o dia inteiro na data em que a criança desapareceu e que, após o fim do expediente, às 18h, teria ido para casa e ainda jogado futebol com o pai no fim do dia. Finalizou o dia, disse, em um bar do tio onde foi buscar umas coisas a pedido da mãe.
Ao confessar o crime, o jovem contou que encontrou com a menina às 20 horas de sábado, próximo ao cemitério. Disse que manteve relações sexuais com o consentimento dela, sem preservativo, e que "do nada" a esganou e a deixou no local quando percebeu que ela não respirava mais. Ainda que ele tenha relatado ser com o consentimento, por se tratar de uma menor de idade, o caso é considerado crime de estupro.
O adolescente usou o carro de um tio para cometer o crime. O veículo foi vendido logo após o assassinato. Quando o rapaz foi apreendido, estava com o celular da vítima. O adolescente foi conduzido e ouvido na Delegacia de Plantão em Pedra Azul. Ele segue sendo investigado pela prática de estupro de vulnerável e homicídio.