Deputado federal Eduardo Bolsonaro participou remotamente dos atos Reprodução/redes sociais

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) participou remotamente dos atos realizados neste domingo (3) em defesa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Por telefone, ele afirmou para os apoiadores que a mobilização pode contribuir para que as sanções contra Moraes extrapolem os Estados Unidos e sejam ampliadas para o continente europeu.
Na manifestação em Belo Horizonte, durante sua participação ao vivo, transmitida pelo telão do evento, direto dos Estados Unidos, onde ele se encontra desde o pedido de licença do cargo, o filho número 03 do ex-chefe do Executivo agradeceu ao público pelo apoio. Ele também afirmou que, se tivesse permanecido no Brasil, já estaria preso.
"Ninguém faz nada sozinho. Se vocês não estivessem nas ruas, essas imagens não estariam correndo o mundo. Eu não estaria aparecendo na imprensa internacional nem conseguiria manter contato e sustentar, junto ao eurodeputado Dominik Tarczynski, o pedido para que agora, com mais 15 deputados europeus, se busque sancionar Moraes também na União Europeia", declarou. "Em breve, nem Paris haverá mais para eles", acrescentou.
O filho do ex-presidente Bolsonaro também cobrou a votação imediata do PL da Anistia no Congresso Nacional.
"Estou me lixando, Alexandre de Moraes, se você está me chamando de miliciano, porque você fez muito pior. Está mandando senhoras de idade para a cadeia, colocou o Filipe Martins seis meses na cadeia, começando pela solitária [...]. Aqui, Cármen Lúcia, não são 213 milhões de pequenos ditadores, é o povo brasileiro que está dando o recado", afirmou.
O parlamentar também participou do ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Por meio do telefone do advogado Fábio Wajngarten, o filho do ex-presidente entrou em uma chamada de vídeo com o deputado estadual Paulo Mansur (PL-SP) e agradeceu aos manifestantes.
"Muito obrigado, sozinho a gente não faz nada", disse Eduardo, que se mudou para os EUA em fevereiro para mobilizar o governo norte-americano a pressionar os Poderes brasileiros por uma anistia no julgamento de tentativa de golpe de Estado, que corre no Supremo Tribunal Federal (STF).
Nas redes sociais, ele escreveu: "Esse meu recado em vídeo na av. Paulista é o meu muito obrigado para todos que foram para as ruas do Brasil inteiro! Vocês são demais! Juntos vamos resgatar o nosso país".
Rio de Janeiro
Eduardo não foi o único que participou dos atos por meio de vídeo. Proibido de sair aos fins de semana, o ex-presidente apareceu brevemente para falar para o público na Praia de Copacabana. 
Um dos organizadores da manifestação foi o senador Flávio Bolsonaro, filho de Bolsonaro, que discursou e chegou a colocar brevemente o pai no viva-voz do telefone.
O ex-chefe do não pode participar da manifestação por conta das medidas cautelares impostas pelo STF desde o dia 18 de julho, entre as quais usar tornozeleira eletrônica e um recolhimento domiciliar aos fins de semana.
"Boa tarde, Copacabana. Boa tarde, meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa libertado, estamos juntos. (...) Obrigado a todos. Sempre estaremos juntos!", disse.
O ato em Copacabana, que ocupou dois quarteirões da avenida Atlântica, contou com a presença do governador Cláudio Castro (PL), o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) e vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ).