O governador de Tocantins, Wanderlei Barbosa, foi afastado nesta quarta-feira em operação da PFAntônio Gonçalves / Governo do Tocantins
Mais de 200 policiais federais estão cumprindo 51 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares, com o objetivo de reunir novos elementos sobre o uso de emendas parlamentares e o recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos e políticos. Wanderlei Barbosa é um dos alvos de busca e apreensão e também teve seu afastamento decretado por decisão do ministro do STJ Mauro Campbell.
As investigações, que tramitam sob sigilo no Superior Tribunal de Justiça, apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos entre os anos de 2020 e 2021, período em que os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas.
Segundo a apuração, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados, com prejuízo estimado superior a R$ 73 milhões aos cofres públicos. Os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos.
Foram cumpridos os mandados em Palmas (Tocantins), Araguaína (Tocantins), Distrito Federal, Imperatriz (Maranhão) e João Pessoa (Paraíba).

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