A jovem de 21 anos utilizava um aplicativo de mensagens anônimas para incentivar os próprios moradores a enviar informações sobre vizinhos, colegas e até estabelecimentos. Uma das vítimas foi o Lar das Crianças, instituição de caridade da região.
A fofoca divulgada sobre o local dava conta de que uma funcionária estaria agredindo as crianças. A informação é falsa. A presidente da entidade disse, em entrevista ao "Fantástico" exibida neste domingo (14), que isto prejudicou demais a arrecadação de doações.
Segundo a Polícia Civil, as mensagens, sem qualquer checagem, eram publicadas como se fossem verdadeiras e chegaram a ultrapassar um milhão de visualizações.
Entre os conteúdos, havia acusações de traição, gravidez, orientação sexual e até agressões físicas, muitas vezes citando nomes diretamente. Uma das vítimas relatou que a filha sofreu bullying na escola e desenvolveu depressão após ter o nome exposto.
Além das difamações, a investigação aponta que Anielly cobrava entre R$ 200 e R$ 500 das vítimas para remover os posts. O perfil foi derrubado pela plataforma após a prisão da jovem, na última terça-feira (9).
Ela deve responder por extorsão, crime que pode resultar em até dez anos de prisão. O DIA procurou, sem sucesso, a defesa da investigada. O espaço segue aberto para manifestação.
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