Nikolas Ferreira (PL-MG) associou Lei Rouanet à presença de artistas nos protestosCâmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Federal (PL-MG) associou a presença de artistas nos protestos por todo o Brasil neste domingo (21) com um suposto incentivo da Lei Rouanet. As manifestações era contrárias à PEC da Blindagem e ao PL da Anistia.
Ações aconteceram ao longo do dia em mais de 30 cidades pelo Brasil e contaram com a presença de artistas como, Djonga, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan, Wagner Moura e Daniela Mercury.
Em uma primeira publicação, o parlamentar escreveu a legenda "Nem com Rouanet vingou", acompanhando um vídeo com imagens aéreas da Avenida Paulista, em São Paulo, com pontos vazios. Não se sabe ao certo a que horas as imagens foram feitas.
Diversos internautas responderam pedindo provas do incentivo. Outros responderam com imagens da mesma avenida muito mais lotada do que no vídeo postado pelo político.
Em outra manifestação a respeito dos protestos, Nikolas publicou um vídeo no qual uma pessoa militante de esquerda fez duras críticas ao político.

"O Nikolas Ferreira é o pior deputado do pior Congresso da história. Ele não representa nada do que ele acha que representa. Ele é outro militante também, mas ele não tem a coragem de falar que ele milita porque a bandeira que ele representa é uma bandeira que não é do país dele", disse a pessoa que participava do protesto.

Em resposta, Nikolas escreveu como se recebesse a pergunta: "Como você sabe que está no caminho certo?". E a resposta seria: "Pô, se essa skin tá contra mim…".
Aprovações que geraram revolta na Câmara

Os atos mobilizados pela esquerda no país miram o Congresso, com críticas duras ao projeto da anistia a golpistas e à proposta de emenda à constituição que ganhou o apelido de PEC da Blindagem, por dificultar a responsabilização criminal de parlamentares.

A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados na última terça-feira (16), com adesão massiva do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e também de outros partidos de oposição ao governo Lula. O PT, por sua vez, liberou a bancada e teve 12 deputados votando a favor da proposta no primeiro turno. Dois deles mudaram de posição na segunda rodada.

O texto da PEC diz que deputados e senadores só poderão ser presos em caso de flagrante por crime inafiançável, amplia o foro privilegiado e ainda restringe processos criminais contra os parlamentares.

Ela segue para aprovação do Senado. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da proposta, sinalizou que se posicionará pela rejeição.

Já o projeto de anistia ainda segue na Câmara. Na última quarta-feira (17), a Câmara aprovou urgência do tema. Na quinta-feira (18), o presidente da Casa, Hugo Motta, oficializou Paulinho da Força como relator do projeto.