Lula afirma que manifestações foram recado do povo que 'não quer anistia'Reprodução / SBT News

O presidente Luiz Inácio Lula (PT) afirmou que as manifestações deste domingo (21) demonstram que a população não é a favor da anistia para os envolvidos aos ataques de 8 de janeiro. "Estou do lado do povo brasileiro. As manifestações de hoje demonstram que a população não quer a impunidade, nem a anistia", escreveu Lula, em seu perfil no Instagram.
"O Congresso Nacional deve se concentrar em medidas que tragam benefícios para o povo brasileiro", acrescentou. Lula postou fotos e vídeos de manifestações em locais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Teresina etc.
Artistas, políticos e movimentos sociais reuniram-se em protestos em 33 cidades, incluindo todas capitais brasileiras. A pauta, que agrupou apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é uma forma de combater à chamada PEC da Blindagem, aprovada na Câmara na última semana, e à tentativa de anistia a envolvidos na trama golpista.
No Rio de Janeiro, milhares de manifestantes se reuniram na orla de Copacabana, na Zona Sul, contra a emenda constitucional. O ato contou com apresentações de artistas consagrados como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Djavan.

No ápice, a manifestação contou com 41,8 mil pessoas. A estimativa da equipe do Monitor do Debate Político do Cebrap, feita em parceria com a ONG More in Common, refere-se ao público presente ao ato às 16h. No Brasil, centenas de milhares de pessoas se reuniram em prol da causa.
Aprovações que geraram revolta na Câmara

Os atos mobilizados pela esquerda no país miram o Congresso, com críticas duras ao projeto da anistia a golpistas e à proposta de emenda à constituição que ganhou o apelido de PEC da Blindagem, por dificultar a responsabilização criminal de parlamentares.
A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados na última terça-feira, 16, com adesão massiva do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e também de outros partidos de oposição ao governo Lula. O PT, por sua vez, liberou a bancada e teve 12 deputados votando a favor da proposta no primeiro turno. Dois deles mudaram de posição na segunda rodada.

O texto da PEC diz que deputados e senadores só poderão ser presos em caso de flagrante por crime inafiançável, amplia o foro privilegiado e ainda restringe processos criminais contra os parlamentares.

Ela segue para aprovação do Senado. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da proposta, sinalizou que se posicionará pela rejeição.

Já o projeto de anistia ainda segue na Câmara. Na última quarta-feira (17), a Câmara aprovou urgência do tema. Na quinta-feira (18), o presidente da Casa, Hugo Motta, oficializou Paulinho da Força como relator do projeto.
* Com informações do Estadão Conteúdo