Justiça bloqueou imóveis de luxo e decretou nove prisões preventivasDivulgação/Polícia Militar
Operação que mira esquema de lavagem de dinheiro do PCC prende quatro em SP
Empresários, traficantes de drogas, agiotas, influenciadores digitais e integrantes da facção estão entre os alvos da ação
Um operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (30) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas e o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) da Polícia Militar de São Paulo mira um esquema de lavagem de dinheiro ligado entre empresários, traficantes de drogas, agiotas, influenciadores digitais e integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Até o momento, quatro pessoas foram presas.
Os agentes cumprem nove mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas, incluindo o bloqueio de 12 imóveis de luxo e de valores em contas bancárias.
Entre os alvos da ação, estão dois dos criminosos mais procurados do país: Sérgio Luiz de Freitas Filho e Álvaro Daniel Roberto, o Caipira. Ambos estão foragidos e são apontados como líderes de núcleos do PCC com atuação nacional e internacional.
Já entre os detidos está o influenciador Eduardo Magrini, conhecido como "Diabo Loiro". Nas redes sociais, ele se apresenta como produtor rural e blogueiro, com publicações que mostraam carros de luxo, viagens e amizades com figuras conhecidas.
Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), a operação é um desdobramento das operações "Linha Vermelha" e "Pronta Resposta", que desarticularam em agosto um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, em Campinas.
"A partir do material coletado, os promotores de justiça detectaram sólidas conexões entre esses alvos. Essas conexões revelaram diversas transações econômicas nas quais a origem criminosa dos valores negociados havia sido ocultada ou dissimulada pelos envolvido", explicou em nota.
A investigação mostrou que os alvos acumularam capital e patrimônio através do tráfico de drogas. De acordo com o MP-SP, para ocultar a origem ilícita desses valores, eles utilizavam diferentes estratégias e artifícios, "incluindo a mescla dos valores decorrentes do tráfico de drogas com valores provenientes de atividades empresariais lícitas".
O órgão aponta ainda que, em certo momento, surgiram brigas e desentendimentos entre os integrantes do grupo criminoso. Foi nesse período que eles fizeram várias transações imobiliárias e financeiras para espalhar o patrimônio e esconder quem eram os verdadeiros donos e de onde vinha o dinheiro, e essas operações acabaram sendo descobertas pelo Ministério Público.
"Além das medidas já adotadas, os trabalhos de investigação prosseguem para a apuração de outros esquemas de lavagem de dinheiro e para a identificação de outros envolvidos com o grupo", concluiu o MP-SP.





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