Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair BolsonaroAFP

O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL-RJ) publicou, nesta quinta-feira (25), uma foto antiga do pai, Jair Bolsonaro (PL), internado em uma cama de hospital. No post, o político  também criticou a segurança "excessiva" e afirmou que os médicos avaliam os próximos passos do tratamento.
O ex-presidente foi submetido a uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal bilateral, no Hospital DF Star, em Brasília. O procedimento teve início por volta das 9h15 e terminou pouco antes das 13h, durando cerca de 3h30.
Durante a internação, o ex-chefe do Executivo está acompanhado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Os seus filhos, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Carlos, estiveram na unidade hospitalar.
"Os médicos seguem acompanhando o quadro pós-operatório, avaliando inclusive a necessidade de novo procedimento em razão dos soluços persistentes", afirmou Carlos na publicação.
Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal (PF) desde 22 de novembro após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
"O número de policiais mobilizados para acompanhar o procedimento e toda a movimentação ultrapassa qualquer limite que qualquer ser humano consideraria razoável — é algo absolutamente inacreditável e constrangedor", disse.
Segundo a equipe médica, a cirurgia transcorreu sem intercorrências. Bolsonaro deverá seguir internado por até uma semana no Hospital DF Star, em Brasília.
A cirurgia é considerada eletiva, mas foi indicada para evitar o agravamento do quadro e possíveis complicações. Realizado sob anestesia geral, o procedimento teve como objetivo reposicionar o conteúdo abdominal e reforçar a musculatura da região da virilha, onde ocorre o enfraquecimento da parede abdominal.

Além da correção da hérnia, a equipe médica avalia a realização de um bloqueio anestésico do nervo frênico, procedimento que pode ser indicado para tratar as crises de soluços persistentes apresentadas por Bolsonaro nos últimos meses. O momento mais adequado para essa intervenção ainda não foi definido.

No pós-operatório, Bolsonaro permanecerá sob monitoramento contínuo, com controle rigoroso da dor, sessões de fisioterapia para mobilização precoce e cuidados voltados à prevenção de complicações, como trombose venosa profunda e problemas respiratórios.