Phetronio Paulo de Medeiros, de 40 anos, foi preso na véspera do Réveillon por publicações de cunho nazistaReprodução / Redes Sociais

Paraná - Um servidor público, que trabalha no Instituto Federal do Paraná (IFPR) em Irati, na região central do estado, foi preso preventivamente na véspera do Ano Novo suspeito de apologia ao nazismo, ameaça de atentado e veiculação de símbolos nazistas em diversas redes sociais.
Segundo a Polícia Civil, as investigações contra Phetronio Paulo de Medeiros, de 40 anos, iniciaram após agentes receberem denúncias anônimas que ele realizava publicações de cunho nazista em perfis no Instagram e por meio de aplicativos de mensagens.
Nas postagens, ainda conforme a corporação, eram utilizados símbolos como a cruz suástica, acompanhados de expressões de saudação nazista, além de frases de ameaça.
Phetronio fazia várias publicações em apologia ao Nazismo - Reprodução / Redes Sociais
Phetronio fazia várias publicações em apologia ao NazismoReprodução / Redes Sociais
Phetronio foi detido, no final da tarde de quarta-feira (31), na região central de Curitiba, onde estava em um apartamento alugado para passar a virada de ano. A prisão contou com o apoio do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre). 
Após consultas aos sistemas policiais e judiciais, os agentes constataram que o investigado é reincidente em condutas dessa natureza, possuindo condenação recente proferida pela 1ª Vara Federal de Rio Grande (RS) por fatos semelhantes.

Phetronio Paulo foi encaminhado à Cadeia Pública de Curitiba, no Paraná, onde permanece à disposição da Justiça.
Segundo o perfil dele no site do Instituto Federal do Paraná, o homem, natural do Rio Grande do Norte, é graduado em Ciências Contábeis e trabalhou como professor na Universidade Federal da Paraíba, onde também assumiu o cargo de técnico em contabilidade.
Em 2019, Phetronio se mudou para o Rio Grande do Sul e passou a atuar como técnico em contabilidade na Universidade Federal de Pelotas. Em 2024, ele se mudou para Irati, no Paraná, e assumiu o mesmo cargo no IFPR.
Em nota ao DIA, a instituição informou que o servidor será afastado imediatamente de suas funções e que será aberto um processo administrativo disciplinar para a apuração do caso. Veja abaixo nota do IFPR.
"O Instituto Federal do Paraná lamenta o episódio da prisão do servidor do Campus Irati do IFPR, Phetronio Paulo de Medeiros, técnico em contabilidade, ocorrida nesta quinta-feira, 01 de janeiro de 2026.
Informamos que o referido servidor faz parte do quadro o IFPR há apenas 1 ano e quatro meses e que suas condutas, se confirmadas, afrontam diretamente as crenças do Instituto Federal do Paraná enquanto instituição de excelência na formação técnica e tecnológica em nível estadual. Enfatizamos, ainda, que o IFPR não compactua com quaisquer formas de discriminação e que repudia veementemente ações criminosas de apologia ao nazismo, de xenofobia, de misoginia, de homofobia, de racismo ou de preconceito religioso que porventura sejam cometidas por qualquer um de seus servidores.

O Reitor do Instituto Federal do Paraná, Professor Adriano Willian da Silva Viana Pereira reforça, ainda, que toda e qualquer atitude criminosa cometida por membros da comunidade acadêmica do IFPR é passível de apuração imediata por parte da instituição.

Dessa forma, comunicamos que o servidor em questão será afastado imediatamente de suas funções e que um processo administrativo disciplinar será aberto para a apuração do caso, preservando-se, como garante a Constituição Federal, em seu Art. 5o, Inciso LV, o direito à ampla defesa e ao contraditório", escreveu a direção do instituto.