Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da SilvaReprodução / AFP

Em conversa telefônica nesta segunda-feira com o presidente norte-americano, Donald Trump (Republicano), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que o Conselho da Paz proposto pelos EUA seja restrito a situação na Faixa de Gaza e inclua um assento para os palestinos. Não houve uma resposta do petista em relação ao convite para integrar o grupo, no entanto.

No telefonema, os dois também acertaram uma visita do presidente brasileiro a Washington ainda neste primeiro semestre, em data a ser definida. 
"No curso da conversa, Lula e Trump trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano", diz a nota divulgada pelo governo brasileiro.
A conversa demorou cerca de 50 minutos, segundo o Planalto. Entre outros temas, o convite feito ao Brasil para integrar o Conselho da Paz, criado por Trump, também entrou em pauta. No entanto, Lula não confirmou se vai integrar a iniciativa.
"O presidente Lula reiterou proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, de fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado. Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano", afirmou a nota do governo.

Durante a conversa com o norte-americano, Lula também aproveitou a ocasião para defender, novamente, uma reforma abrangente da Organização das Nações Unidas (ONU), com ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.
Nas redes sociais, o petista comentou sobre o telefone e citou que os dois trocaram "informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias".
"O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo. Saudamos o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros", escreveu.
*Com informações do Estadão Conteúdo