PF encontrou indícios de envolvimento de familiares Buzzi em um esquema de compra de decisões judiciaisSTJ/Divulgação
Natural de Santa Catarina, Buzzi, foi indicado à Corte em 2011, pela então presidente Dilma Rousseff, para substituir o ministro Paulo Geraldo de Oliveira Medina, que se aposentou. No STJ, Buzzi compõe a 4ª Turma e atua como presidente da Comissão de Coordenação. Ele ingressou na magistratura em 1982 e tomou posse como desembargador em 2002.
A Polícia Federal encontrou indícios de envolvimento de familiares do ministro do STJ em um esquema de compra de decisões judiciais vinculado ao advogado Roberto Zampieri, assassinado em 2023. Durante a análise dos materiais apreendidos na investigação, a PF identificou a existência de minutas com decisões antecipadas de Buzzi e de outros três ministros do STJ.
A Polícia Federal identificou ainda que o escritório da filha de Buzzi, Carolina Buzzi, funcionava em um imóvel que pertencia a uma empresa investigada na operação. Na época, a advogada afirmou que pagava aluguel pelo uso do espaço e disse que os valores são compatíveis com os do mercado, mas não quis apresentar o contrato ou os comprovantes de pagamento. O ministro Marco Buzzi afirmou que não tinha "conhecimento das relações comerciais de sua filha".
Acusação de assédio sexual
O presidente do STJ, Herman Benjamin, recebeu na terça-feira, 3, um relato de que o ministro teria cometido assédio sexual contra uma jovem de 18 anos. O crime teria ocorrido durante o recesso, quando Buzzi recebeu uma família de amigos em sua casa de praia, em Balneário Camboriú (SC).
A filha do casal, que chamava o ministro de tio, relatou que Buzzi tentou agarrá-la à força. Acompanhada dos pais, a vítima registrou um boletim de ocorrência na polícia.
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