A defesa do adolescente suspeito de ter agredido o cão Orelha divulgou um vídeo do animal andando pela região da Praia Brava, em Florianópolis (SC), horas após o horário indicado pela polícia como o momento do crime.
Defesa de adolescente divulga vídeo de cão Orelha vivo após horário da agressão
Segundo a Polícia Civil, as agressões ocorreram no dia 4 de janeiro, entre 5h25 e 5h58. Já as imagens apresentadas pela defesa do adolescente, que supostamente são do mesmo dia, foram registradas por volta das 7h.
No vídeo, é possível ver um cachorro, que seria Orelha, andando pela calçada, enquanto outro revira sacos de lixo. A distância das imagens, no entanto, não permite identificar se os animais estão feridos. Para os advogados de defesa, que negam a autoria do jovem, as imagens derrubam "as supostas provas contra o adolescente".
A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que o cão que aparece no vídeo é Orelha. No entanto, a delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal da Capital, destacou que a corporação nunca afirmou que Orelha morreu logo após as agressões. Segundo ela, alguns moradores confirmaram que viram o animal ferido ao longo do dia 4 de janeiro.
O adolescente viajou para a Disney no mesmo dia em que a Polícia Civil teve conhecimento da identidade dos suspeitos do caso e permaneceu no exterior até o dia 29 de janeiro. No retorno, ele foi interceptado pela polícia ao chegar ao aeroporto.
Orelha morreu no início de janeiro, após sofrer agressões na região da cabeça. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as lesões foram tão graves que o animal precisou ser submetido à eutanásia durante atendimento veterinário que buscava reverter seu quadro clínico.
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