Se condenado, Buzzi pode sofrer sanções administrativas que variam de advertência à aposentadoria compulsóriaJosé Alberto / STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu, nesta terça-feira (4), uma sindicância interna para investigar o ministro Marco Aurélio Buzzi após uma acusação de importunação sexual feita por uma jovem de 18 anos. A medida foi tomada por unanimidade pelo plenário do STJ. O ministro nega a acusação.
Os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira foram escolhidos para integrar a comissão que irá analisar a acusação.
Durante o período de recesso, Marco Aurélio teria recebido os pais da jovem e a menina em sua casa de praia, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. A vítima, que chamava o ministro de tio, relatou que ele tentou agarrá-la à força durante um banho de mar. Ela registrou um boletim de ocorrência acompanhada dos pais.
O caso também está em tramitação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que apura as consequências administrativas da denúncia. A parte criminal é conduzida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques. Buzzi tem foro privilegiado no Supremo por ser ministro do STJ.
Em nota, o ministro negou o crime. "O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio", afirmou.
Caso seja Buzzi seja condenado, ele pode sofrer sanções administrativas que variam de advertência à aposentadoria compulsória.

O advogado Daniel Bialski, representante da jovem, disse que espera rigor na investigação do caso.

"Como advogado da vítima e de sua família, informamos que neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes", disse.