Toffoli era relator do inquérito que apura a prática de fraudes financeiras no Banco MasterReprodução/STF
Parlamentares da oposição afirmam que a saída do magistrado confirma a necessidade de maior transparência sobre o caso e defendem a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar possíveis conflitos de interesse.
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que a decisão foi resultado direto da pressão política. "A saída de Toffoli mostra que o Congresso estava certo em cobrar explicações. Não podemos aceitar que casos dessa gravidade sejam conduzidos sem total isenção", declarou.
VITÓRIA: TOFFOLI DEIXA RELATORIA DO CASO MASTER.
— Carlos Jordy (@carlosjordy) February 13, 2026
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No Senado, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) classificou o afastamento como insuficiente. "Isso é apenas o primeiro passo. O país precisa saber se houve ou não favorecimento ao Banco Master. A CPI é fundamental para esclarecer tudo", disse.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também comemorou a decisão, mas cobrou investigação mais ampla. "Não basta sair da relatoria. É preciso abrir todos os dados, quebrar sigilos e mostrar à sociedade o que realmente aconteceu", afirmou.
Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que o episódio reforça a necessidade de controle sobre o Judiciário. "Quando há qualquer suspeita envolvendo ministros do STF, a transparência precisa ser absoluta. O afastamento era o mínimo esperado", declarou.
Outro nome que se manifestou foi o senador Magno Malta (PL-ES). "O povo quer respostas. A saída de Toffoli mostra que havia, sim, um problema. Agora o Congresso tem o dever de investigar até o fim", afirmou.
A movimentação dos parlamentares ocorre em meio à articulação para reunir assinaturas e instalar uma comissão parlamentar de inquérito. Para a oposição, a saída de Toffoli da relatoria não encerra o caso, mas abre um novo capítulo de pressão política e institucional sobre o STF e o sistema financeiro.
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