Haddad declarou ter um propósito para acabar com a desigualdade no PaísFabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
"Ela não foi marcada ainda. Ela será marcada conforme o presidente anunciou. Mas ela não foi marcada ainda. Eu acredito que deve acontecer esta semana, a depender da agenda do presidente", afirmou.
Haddad não quis dizer se aceitaria ser candidato ao governo de São Paulo, dizendo que não iria antecipar uma reunião que ainda nem está formalmente marcada. Disse que há tempo e que estão tendo essa discussão com muito tempo de antecedência. Declarou que a "escalação" será feita da melhor forma possível.
"Eu não vou me antecipar a uma reunião que não aconteceu ainda. A gente está fazendo isso com todo o cuidado e com muita antecedência... Nós temos um tempo, nós temos essas duas, três semanas para discutir melhor o cenário e verificar em que posição cada um pode ajudar mais e colaborar com esse projeto de reconstrução do País", completou.
Haddad, entretanto, afirmou que está ligado a um projeto e que para ele não existe "voo solo". Declarou ter um propósito para acabar com a desigualdade no País e que a ansiedade é inimiga da política.
Ele criticou inclusive a imprensa por não abordar essas vulnerabilidades do governador, dizendo que a mídia tem lado e não há equilíbrio na cobertura.
Haddad disse que qualquer um que seja o nome terá que atacar essas vulnerabilidades de Tarcísio. Citou até que pode ser coordenador de programa de governo.
"Nós nunca tivemos um governo progressista em São Paulo. É importante dizer... No que dependa da minha colaboração, como coordenador de programa ou o que quer que seja, eu vou concorrer para que nós possamos discutir projetos. E parar com essa coisa, com essa briga de rua que não leva a lugar nenhum. Discutir projetos, discutir ideias, discutir programa", declarou.
Haddad afirmou que a função do Banco Central é acertar a dose do remédio contra a inflação, mas que uma dose maior que o necessário ou menor pode causar mal ao paciente.
"A gente não sabe como é que esse conflito vai acontecer, como é que as coisas vão suceder, mas assim, é muito cedo para falar de uma reversão do que está mais ou menos contratado aí, que é um ciclo de cortes", disse o ministro.
Segundo Haddad, a função da Fazenda é estudar todos os possíveis cenários que a guerra no Oriente Médio pode causar no Brasil e se preparar para todas essas variáveis. "O que cabe a nós fazer é justamente nos preparar para qualquer cenário, como temos feito em qualquer circunstância, quando aconteceu o tarifaço do Trump, quando acontece um evento climático severo. A equipe econômica sempre procura montar cenários e se preparar para qualquer um deles", declarou.
O ministro afirmou que tanto a incursão na Venezuela quanto no Irã teve motivação o petróleo e o medo que a China causou nos Estados Unidos, além de desgastes internos do presidente dos EUA, Donald Trump, relacionados a sua imagem pública.
"É muito preocupante o que está acontecendo no mundo e a China assustou demais os Estados Unidos, todas essas movimentações têm muito a ver com a China. Mesmo na Venezuela, tanto na Venezuela quanto no Irã, a questão é o petróleo e a dependência da China da importação de 11 a 12 milhões de barris por dia de petróleo", afirmou ele.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.