Bolsonaro está internado no hospital DF Star desde o dia 13Marcelo Camargo/Agência Brasil

São Paulo - O médico cardiologista Brasil Caiado, que faz parte da equipe responsável pelo tratamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), informou nesta quarta-feira, 25, que o ex-chefe do Executivo tem se queixado de dores no ombro direito e que existe indicação para intervenção cirúrgica.
"Ele já vinha se queixando de uma dor no ombro direito há algum tempo. Nós solicitamos a avaliação de um especialista em ombro e cotovelo, que foi feita na segunda-feira à noite", disse Caiado em entrevista a jornalistas no hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado por causa de uma pneumonia.
"Ontem [terça-feira], nós nos reunimos com o especialista e com o fisioterapeuta. A partir da ressonância, me parece que há uma indicação cirúrgica para lesão no ombro direito", afirmou.
O médico também afirmou que, mesmo com a indicação para a cirurgia, é preciso avaliar o caso, pois neste momento Bolsonaro ainda está em recuperação da pneumonia. O ex-presidente foi internado no hospital em Brasília no último dia 13.
Segundo o cardiologista, Bolsonaro vai seguir com o ciclo de antibióticos até esta quinta-feira, 26, e deve ter alta hospitalar nesta sexta-feira, 27.
"Fizemos ontem [terça-feira] um raio-X do tórax. Como clinicamente ele está estável, o raio-X de ontem à noite nos deixou muito tranquilos. Há uma significativa melhora do lado direito, praticamente o pulmão está normal, e ainda uma lesão residual, que também já era esperada pela gravidade [do caso], no pulmão esquerdo", afirmou o médico, acrescentando que o ex-presidente precisará fazer fisioterapia em casa.
Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após as eleições de 2022. Ele cumpre pena na Papudinha, em Brasília.
Nesta terça-feira, 24, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro por 90 dias. O magistrado impôs uma série de restrições que mantêm o ex-presidente sob controle rigoroso. A decisão prevê uso de tornozeleira eletrônica, proibição de celular e redes sociais, limitação de visitas e envio diário de relatórios de monitoramento à Corte.
A Procuradoria-Geral da República foi favorável à transferência, solicitada pela defesa de Bolsonaro. Os advogados do ex-presidente intensificaram os esforços pela domiciliar do ex-presidente após a internação.
O ex-presidente foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, ou seja, uma infecção bacteriana nos dois pulmões, causada pela entrada de líquido do estômago ou da boca nas vias respiratórias. Ele ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi para o quarto na segunda, 23.