'Caetano nunca pegou em armas, só pegou a vida inteira no violão' defende Otto AlencarReprodução / Instagram
"Fernando Gabeira, até o Caetano Veloso, em um momento de lucidez admitiram isso, os dois disseram isso: 'Nós não lutávamos pela democracia, lutávamos pela implantação da ditadura do proletariado'. E em nome disso pegaram em armas. Foram para a guerrilha urbana e rural. Mataram pessoas, fizeram justiçamento, e todas foram perdoadas e anistiadas em 1979", disse Bittar durante sua fala na sabatina. O senador, juntamente com os demais colegas do Partido Liberal, votaram contra a indicação de Jorge Messias.
Em seu perfil no X (antigo Twitter), Caetano Veloso agradeceu a Otto Alencar, presidente da CCJ do Senado, por ter corrigido a fala de Bittar. O artista foi preso em 1968, durante a ditadura militar, sob acusação de "subversão e incitamento à desordem", em razão de sua atuação artística, sem qualquer menção a uso de armas ou participação em guerrilha.
"Meu agradecimento ao senador Otto Alencar por restabelecer a verdade e desfazer mais uma FAKE NEWS repetida com tanta convicção. Tenho horror a armas! Como bem foi dito, me muno apenas do violão, da palavra e da canção. Abraçaço", escreveu Caetano.Meu agradecimento ao senador @ottoalencar por restabelecer a verdade e desfazer mais uma FAKE NEWS repetida com tanta convicção. Tenho horror a armas! Como bem foi dito, me muno apenas do violão, da palavra e da canção. Abraçaço. https://t.co/CwuX4pDs6d
— Caetano Veloso (@caetanoveloso) April 29, 2026
Ao final da sabatina, Bittar tocou no assunto novamente, negando ter repassado informações falsas sobre Caetano Veloso. O senador tomou a palavra para dizer que a fala estava gravada e que ele não cometeu "fake news".
Após 8 horas de sabatina, a CCJ aprovou a indicação de Jorge Messias indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 16 votos favoráveis e 11 contrários ao nome dele. A análise foi ao plenário do Senado, mas a indicação foi rejeitada. Eram necessários 41 votos favoráveis dos 81 senadores. Messias teve 42 votos contrários e 34 favoráveis.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.