Nome de Jorge Messias foi rejeitado com 42 votos contrários e 34 votos favoráveis Lula Marques/Agência Brasil
A oposição e parte do Centrão defendem derrubar o veto de Lula para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados pela trama golpista tenham as penas revisadas e reduzidas.
Mais do que uma injustiça contra Jorge Messias, os 42 senadores que rejeitaram seu nome privaram o país de uma pessoa muito qualificado para ser ministro do STF.
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) April 30, 2026
Um grande acordão entre a oposição bolsonarista e outros com objetivos eleitoreiros e pessoais dos que se sentem…
"É óbvio que é uma derrota para o governo", declarou o relator. "Impuseram uma derrota a uma pessoa que nada tinha a ver com o processo eleitoral", continuou. "Lula já tinha dito que não teria outro nome."
O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), também comentou a derrota e disse que respeita o direito do voto da oposição, mas afirmou que considera Messias um "brilhante" funcionário público. "Lamento muito, mas é página virada."
"Nós tivemos derrotas muito graves durante esses três, quatro anos e a relação do presidente da República com o presidente da Câmara e com o presidente do Senado não mudou e dessa forma, não mudará. É a mesma relação institucional", minimizou Randolfe.
O líder do governo ainda afirmou que o presidente do Senado aguardou o voto de todos os senadores para fechar o painel de votação.
Indagado sobre a identificação de possíveis traições de integrantes de partidos da base, Randolfe respondeu que o governo não irá transformar a rejeição de Messias em uma "caça às bruxas". "Ninguém vai ficar perdendo tempo procurando saber como votou cada senador", disse.
Ele sustentou que "não existe crise enorme" no governo e considerou que esta foi uma circunstância de derrota natural do jogo político. E voltou a dizer que houve interferência de questões eleitorais na votação.
A respeito de fala do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o líder do governo disse que o senador "tem que se preocupar em buscar voto na sociedade", não com o governo. "Ele tem que se preocupar em dizer para a sociedade brasileira por que o governo deles matou 700 mil pessoas", emendou.
Já o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse que houve uma "aliança entre o bolsonarismo e a chantagem política". Ele também afirmou que o Senado saiu menor do que chamou de "episódio lamentável".
"A aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu na rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF. O Senado sai menor desse episódio lamentável".
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, minimizou a rejeição à indicação de Messias. Segundo o petista, cabe ao Senado explicar os motivos da decisão, mas que o governo aceita a decisão.
"Cabe agora ao Senado explicar as razões dessa desaprovação e nós, evidentemente, aceitarmos o resultado com a maior serenidade possível.Cabe ao presidente, é atribuição dele, como é atribuição do Senado julgar e aprovar indicações do presidente da República", declarou.
Guimarães afirmou que Messias era o "melhor nome" e que reunia os requisitos exigidos para assumir uma cadeira na Corte.
O resultado foi um balde d'água no governo Lula, já que articuladores planejavam uma vitória por até 48 votos favoráveis. Messias foi rejeitado pelo placar de 42 votos contrários e 34 votos favoráveis no plenário.

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