Família descobre abuso sexual após pergunta de menina a aplicativo de IAReprodução

São Paulo - O caso de violência sexual contra uma menina de 12 anos veio à tona depois que familiares identificaram, no sábado (25), uma pergunta feita por ela a um aplicativo de inteligência artificial sobre abuso. A partir da descoberta, a polícia foi acionada, e um homem de 22 anos acabou preso em flagrante, mas foi solto horas depois a pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR). Dias depois, o órgão voltou atrás, pediu nova prisão, mas o suspeito fugiu e segue foragido.

O caso aconteceu em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Na conversa com o aplicativo de inteligência artificial, a menina questionou se estaria “atrapalhando o casamento da tia”. Em resposta, a ferramenta afirmou que ela não tinha culpa e que cabia ao adulto preservar o respeito e a harmonia dentro da família.

Após terem acesso ao conteúdo enviado à IA, os familiares também localizaram outra mensagem, desta vez encaminhada pelo suspeito à criança, com conteúdo de cunho sexual.
Um novo mandado de prisão foi expedido na quinta-feira (30), também a pedido do MPPR. Na madrugada desta sexta-feira (1º), a polícia realizou uma operação para tentar prender o homem, mas não o encontrou. 

A delegada Anielen Magalhães afirmou que o homem se aproveitava da relação de noivo da tia da vítima para cometer os abusos dentro de casa. "A vítima relatou ter sido violentada sexualmente em três ocasiões — a última pouco antes da chegada da equipe. O suspeito confirmou o ato aos agentes na prisão."
Segundo relatos à polícia, o crime ocorria desde dezembro de 2025, quando a vítima tinha 11 anos, com o uso de ameaças para silenciar a menina.

A polícia foi acionada a partir da denúncia de estupro de vulnerável. A corporação informou que, ao chegar ao local, ocorria uma agressão generalizada contra o homem após a família da vítima descobrir o crime. O homem foi indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável e ameaça.
Canais de denúncia
Em caso de suspeita de abuso ou exploração sexual de alguma criança ou adolescente, é possível pedir ajuda pelos seguintes canais: Polícia Militar, pelo número 190, em casos urgentes; Polícia Civil, pelo número 197; SAMU, pelo número 192 para emergências médicas; e Disque Direitos Humanos, pelo número 100. 
*Com informações do Estadão Conteúdo