Romeu Zema (Novo) adotou uma postura de distanciamento e descartou alianças políticas ao falar sobre fraude financeiraArquivo / Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, elevou o tom das críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Perguntado se estaria rompendo com o bolsonarismo, o político afirmou que estava "rompendo com o que sempre condenou". O mineiro também assegurou que nunca usou o nome da família para se projetar politicamente e se disse decepcionado pelo episódio das conversas do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro.
"Eu estou rompendo com aquilo que eu condeno, eu sempre condenei corrupção. Quem estiver do lado de corrupto, não conte comigo", disse Zema em entrevista ao SBT News.
O ex-mandatário estadual afirmou que acabou "muito surpreendido" e que ainda não viu "nenhuma explicação convincente" sobre o caso.
"Para nós do Partido Novo, havia sido dito que não havia nenhum vínculo com um bandido banqueiro. E primeiro veio uma ligação, uma gravação de conversa. Achamos que fosse aquilo, e depois ainda veio uma visita pessoal, o que mostra um vínculo muito forte e personalíssimo dele com esse grande bandido que, com certeza, é o maior da história do Brasil. Então, a decepção muito grande. E o Brasil precisa de um presidente que tenha credibilidade para poder fazer as mudanças", criticou o empresário.
O pré-candidato do Novo afirmou ser diferente dos demais ao ser questionado se manterá a candidatura até o fim ou se poderia se unir a Flávio.
"Eu sempre fui pagador de impostos. Fui empreendedor. A empresa que eu criei gera mais de 5 mil empregos diretos. Eu não utilizei nome da minha família para me promover politicamente. Eu, aliás, criei esse nome na política, e me considero ainda um outsider", afirmou.
Zema também foi questionado se, em um segundo turno, como faria caso precisasse escolher entre Lula (PT) e Flávio (PL). Embora tenha dito que os nomes de direita estarão juntos contra a esquerda, voltou a criticar o filho do ex-presidente da República.
"Eu estou muito confiante de que a direita estará no segundo turno, eu ou algum dos meus concorrentes, e tenho certeza que eu vou estar contra a esquerda. Estarei no primeiro turno e no segundo turno contra a esquerda. Nós vimos isso recentemente no Chile. E o meu tom é lógico que ele vai mudar de acordo com os acontecimentos. Vocês querem que eu aplauda isso que aconteceu? De jeito nenhum! Eu acho um absurdo alguém ter se aproximado desse bandido banqueiro. Para mim é algo inadmissível", finalizou.
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