Lula é rejeitado por 47%, enquanto Flávio Bolsonaro lidera o índice com 50%AFP
A pesquisa foi realizada após a divulgação de áudios em que o senador do PL pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, para financiar o filme 'Dark Horse' sobre a história de seu pai.
Em relação ao levantamento anterior, de abril, Lula oscilou um ponto porcentual para cima, enquanto Flávio recuou dois pontos, ampliando a vantagem do petista de um para quatro pontos. Ambos seguem empatados tecnicamente no limite da margem de erro. Ainda, 9% disseram votar em nenhum (branco ou nulo) - enquanto 1% não soube ou não respondeu.
Nos demais cenários testados de segundo turno, Lula também aparece à frente: 49% a 38% contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e 46% a 40% diante do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).
No recorte por perfil, Lula tem desempenho mais forte entre mulheres (54% a 35%), eleitores com 60 anos ou mais (51% a 41%), católicos (51% a 42%), entrevistados com Ensino Fundamental (56% a 37%), além dos que têm renda familiar de até um salário mínimo (55% a 32%) e dos desocupados (59% a 28%). Regionalmente, seu principal reduto segue sendo o Nordeste, onde marca 59%, contra 32% de Flávio.
O senador do PL, por sua vez, lidera entre homens (52% a 40%), evangélicos (54% a 36%), jovens de 16 a 24 anos (48% a 44%), eleitores com Ensino Médio (47% a 41%) e nas faixas de renda mais altas, com vantagem de 51% a 44% entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos. Flávio também abre vantagem no Sul (53% a 39%) e no Norte/Centro-Oeste (50% a 43%), enquanto há empate numérico no Sudeste (45% a 45%).
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera com 41%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%. Na sequência, aparecem Ronaldo Caiado (5%), Romeu Zema (4%), o presidente do partido Missão Renan Santos (4%) e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (3%). O psiquiatra Augusto Cury (Avante) e o ex-deputado Cabo Daciolo (Mobiliza) registraram 1% - 6% disseram votar em nenhum, branco ou nulo, enquanto 2% não souberam ou não responderam.
Em comparação com abril, Lula manteve o mesmo patamar, enquanto Flávio oscilou um ponto para baixo. A sondagem também indica um eleitorado relativamente consolidado: entre os que já escolheram um candidato, 70% dizem que a decisão está tomada e não deve mudar até a eleição, enquanto 28% afirmam que ainda podem rever o voto.
No levantamento de migração de votos em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio, o petista leva vantagem entre eleitores de Augusto Cury (48% a 23%) e Joaquim Barbosa (46% a 33%). Flávio, por outro lado, concentra amplo apoio entre os eleitores de Romeu Zema (74% a 7%) e vantagem entre os de Renan Santos (47% a 22%). Entre os eleitores de Caiado, o cenário é mais dividido, com 36% para Flávio e 31% para Lula.
Entre os demais pré-candidatos, o ex-deputado Cabo Daciolo (Mobiliza) registra rejeição de 42%, seguido pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 34%, e pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 32%. O líder do Missão, Renan Santos, tem rejeição de 31%, enquanto o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa marca 30% e o psiquiatra Augusto Cury, 27%.
O levantamento também mostra que Lula mantém o maior eleitorado consolidado entre os candidatos testados. Para 37%, o petista é o único nome em quem votariam. Flávio Bolsonaro aparece com 26% nesse segmento.
Já no potencial ampliado de voto eleitores que afirmam que poderiam votar no candidato, ainda que também considerem outros nomes Caiado e Zema lideram, ambos com 27%, seguidos por Flávio Bolsonaro (20%) e Joaquim Barbosa (20%).
A pesquisa indica ainda elevado grau de desconhecimento de parte dos candidatos. Augusto Cury é desconhecido por 57% dos entrevistados, enquanto Renan Santos é desconhecido por 54%. Joaquim Barbosa aparece com índice de desconhecimento de 48%. Caiado e Zema ainda possuem porcentual relevante nessa seara: 37% e 34%, respectivamente.
Segundo o levantamento, entre os 18% dos entrevistados que afirmam preferir um candidato que não seja apoiado nem por Lula nem pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, 18% declaram voto em Flávio Bolsonaro no cenário estimulado de primeiro turno, enquanto 15% optam por Lula. A maior parte desse grupo, no entanto, permanece dispersa entre outros nomes (54%).
No recorte geral sobre preferência política, 39% dizem preferir a eleição de Lula, enquanto 34% afirmam optar por Flávio Bolsonaro ou outro candidato apoiado por Jair Bolsonaro ou por um membro de sua família. Já a fatia que manifesta preferência explícita por uma alternativa fora da polarização entre lulismo e bolsonarismo soma 18%.
Os dados sugerem que, embora exista um contingente relevante de eleitores que declara buscar uma alternativa à polarização, parte desse grupo ainda migra para os principais polos da disputa quando confrontada com nomes concretos no cenário eleitoral.
Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em abril, a avaliação negativa recuou três pontos porcentuais, de 43% para 40%, enquanto a positiva avançou quatro pontos, de 33% para 37%. A fatia dos que classificam a gestão como regular oscilou de 23% para 22%.
Os dados de aprovação também indicam um cenário de maior equilíbrio. De acordo com a pesquisa, 48% desaprovam o trabalho de Lula, enquanto 47% aprovam a gestão. Outros 6% não se posicionaram.
Em abril, a desaprovação estava em 49%, contra 46% de aprovação, o que indica um estreitamento da diferença entre os dois indicadores.
A pesquisa foi realizada pela Nexus, por telefone entre os dias 22 e 24 de maio. Foram entrevistados 2.045 eleitores. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04193/2026.
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