Nas projeções de 1º turno, Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro 29%Agência Brasil
Este é o segundo mês seguido em que Lula pontuou numericamente acima de Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário. O petista tem 44% das intenções de voto contra 38% do senador na simulação de segundo turno.
Lula passou por um período de queda na vantagem contra Flávio de agosto do ano passado a abril deste ano. Chegou a figurar numericamente atrás do senador em abril, quando Flávio teve 42% contra 40% de Lula. Depois da divulgação de conversas do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro cobrando dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio perdeu força na corrida presidencial.
No primeiro turno, segundo a pesquisa, Lula tem 39% das intenções de voto. Flávio tem 29%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem 3% e continua com dificuldades para alavancar sua candidatura em um cenário de alta polarização. O mesmo se aplica ao ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que tem 2%. Renan Santos (Missão), do MBL, figura com 3% .
Esta é a primeira pesquisa Genial/Quaest divulgada com os nomes de Joaquim Barbosa (DC) e Aécio Neves (PSDB) nos cenários estimulados de primeiro e segundo turnos. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) teve 1% das intenções de voto. O presidente do PSDB, 2%.
O cenário projetado pela pesquisa é o seguinte:
- Lula (PT): 39%;
- Flávio Bolsonaro (PL): 29%;
- Renan Santos (Missão): 3%
- Ronaldo Caiado (PSD): 3%;
- Aécio Neves (PSDB): 2%;
- Romeu Zema (Novo): 2%;
- Augusto Cury (Avante): 1%;
- Joaquim Barbosa (DC): 1%;
- Samara Martins (UP): 1%;
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 0%;
- Edmilson Costa (PCB): 0%;
- Heró Bezerra (PRTB): 0%.
A pesquisa mediu o quão certos de seus votos os eleitores estão. Segundo o levantamento, 63% dos entrevistados disseram que suas escolhas são definitivas, enquanto 36% avaliaram que ainda podem mudar. Entre os que dizem votar em Lula, 71% estão certos da escolha, enquanto 29% podem mudar. Entre os que dizem votar em Flávio, 70% dizem ser definitiva, enquanto 30% podem mudar.
No caso de Caiado, 52% afirmaram que podem mudar de ideia quanto ao voto no ex-governador de Goiás, enquanto 44% estão certos de suas escolhas. Nos que dizem votar em Zema, 74% afirmaram que podem mudar e apenas 26% estão certos do voto. Os números indicam a possibilidade dos eleitores nos dois ex-governadores migrarem para outro candidato.
Segundo turno
- Lula 44% x 38% Flávio;
- Lula 45% x 35% Zema;
- Lula 45% x 35% Caiado;
- Lula 45% x 31% Renan Santos;
No cenário espontâneo, quando os entrevistados são perguntados sobre em quem votariam, sem que nenhum nome seja apresentado, 23% disseram que votariam em Lula. É um ponto porcentual a mais que em maio. O nome de Flávio foi citado por 17%, três pontos porcentuais abaixo do registrado em maio. 56% dos entrevistados se disseram indecisos (eram 57% em maio).
Rejeição
O crescimento na rejeição do senador acontece depois da divulgação de conversas em que ele cobra dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro.
Já os entrevistados que afirmam que conhecem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e não votariam nele mantiveram-se estáveis em relação a maio, somando 53% neste levantamento.
Entre os entrevistados, 45% dizem que conhecem e votariam no presidente Lula para a reeleição, alta de 1 ponto porcentual em relação a maio, dentro da margem de erro. Outros 39% dizem que conhecem e votariam em Flávio Bolsonaro, mesmo número da pesquisa divulgada em maio.
A pesquisa também ouviu a avaliação dos eleitores sobre Ronaldo Caiado (PSD); Romeu Zema (Novo); Joaquim Barbosa (DC); Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Entre os entrevistados, 32% dizem que conhecem e não votariam em Ronaldo Caiado; 29% dizem que conhecem e não votariam em Romeu Zema; 20% dizem que conhecem e não votariam em Renan Santos; 17% dizem que conhecem e não votariam em Joaquim Barbosa e 16% dizem que conhecem e não votariam em Augusto Cury.
Desde abril, a desaprovação vem caindo. Em abril, 52% desaprovam o governo, o maior porcentual desde julho do ano passado. Esse número caiu gradualmente desde então.
Quando questionados sobre como avaliavam o governo, 38% disseram que viam a gestão de forma negativa; 34% afirmaram que enxergavam de forma positiva; e 26% disseram que viam de forma regular. Outros 2% dos entrevistados não sabiam ou não responderam.
Programas
As ações para reduzir o preço dos combustíveis são as mais populares, com 53% dizendo que as conhecem e as aprovam. 36% disseram que não conhecem e 11% disseram que conhecem e não aprovam. O fim da taxa das blusinhas é aprovado por 45%, enquanto 13% desaprovam e 42% disseram que não conhecem a medida O programa Move Brasil, de crédito para os motoristas, é aprovado por 41%, rejeitado por 9% e desconhecido de 50%. O programa Brasil contra o Crime Organizado é aprovado por 39%, rejeitado por 11% e desconhecido de 50%.
As principais preocupações dos entrevistados se mantiveram parecidas com as de maio. A violência permanece como o maior problema, com 30% das citações (um ponto porcentual a menos que no mês passado). A corrupção passou de 18% para 19%. Os problemas sociais, de 15% para 16%. A saúde se manteve em 12%. A economia oscilou de 12% para 13%. A educação, de 6% para 5%.
Para 33% a economia está do mesmo jeito em relação a um ano atrás, alta de 3 pp em relação a maio. Já 20% dizem que a economia melhorou nos últimos 12 meses, queda de 2 pp em relação à maio, no limite da margem de erro.
Um dos elementos que podem ajudar a explicar essa percepção sobre a economia em geral é o preço dos alimentos. Para 69% dos entrevistados, o preço aumentou nos últimos 12 meses; 22% disseram que o preço se manteve igual e apenas 7% afirmaram que o preço dos alimentos caiu.
Para 67% dos entrevistados, o poder de compra do brasileiro hoje é menor do que há um ano. Outros 19% veem esse poder de compra como igual, enquanto apenas 13% avaliam que é maior do que há 12 meses.
Os pesquisadores também mediram a percepção dos eleitores quanto à busca por empregos. Para 53% dos entrevistados está mais difícil conseguir um emprego hoje do que há um ano; para 36% está mais fácil, enquanto outros 6% disseram que a situação está igual há um ano.
Ainda segundo o levantamento, 39% avaliam que a economia deve melhorar daqui um ano, contra 29% que acreditam que a economia irá piorar no período. Outros 26% dizem que a economia estará igual nos próximos 12 meses.
A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas presenciais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.
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