Plínio Valério se defendeu nesta quinta-feiraRedes sociais / Reprodução

O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dá autonomia orçamentária e financeira ao Banco Central, senador Plínio Valério (PSDB-AM), disse nesta quinta-feira (18) que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), jamais o procurou para tratar da chamada "emenda Master "

"Tenho acompanhado o noticiário envolvendo o nome do Senador Jaques Wagner, afirmando que ele teria atuado para que eu, como relator da PEC 65/2023, acatasse a emenda batizada de 'emenda Master'. Isso não corresponde absolutamente à verdade", disse Valério, em nota.

Wagner foi alvo, nesta quinta-feira (18), de busca e apreensão pela Polícia Federal, na nona fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo o Master. A PF suspeita que o senador baiano recebeu um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de R$ 3,5 milhões para atuar a favor do banco no Congresso.
A chamada "emenda Master", apresentada pelo ex-ministro do governo Bolsonaro e hoje senador Ciro Nogueira (PP-PI) - ele próprio investigado pela PF -, previa aumentar o limite das aplicações cobertas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF.

O Master tinha como modelo de negócio a venda de produtos como certificados de depósito bancário (CDBs) com remuneração muito acima da média do mercado, que eram publicizados como seguros por causa da garantia do fundo. A liquidação do banco, em novembro de 2025, custou mais de R$ 40 bilhões ao FGC.

"Em nenhum momento o senador Jaques Wagner sequer tocou nesse assunto comigo", disse a nota de Plínio Valério. "A emenda foi rejeitada de pronto por não guardar relação com a matéria."