Augusto CuryDivulgação
Como dar voz e cuidar de quem mais precisa
Ouvir, acolher e olhar para a vida e para a saúde mental daqueles desfavorecidos que mais precisam de apoio
Augusto Cury: médico psiquiatra e gestor de empresas, cansado da guerra da polarização, resolveu representar uma maioria silenciosa na disputa presidencial. Pré-candidato do Avante à Presidência, o escritor mais lido do mundo no campo da saúde mental lança um projeto que promete dar voz à maioria silenciosa cansada de ver o país paralisado entre dois polos.
Com mais de 42 milhões de livros vendidos só no Brasil e publicado em 90 países, reconhecido como o psiquiatra mais lido do mundo e autor de programas socioemocionais com impactos internacionais, Augusto Cury Augusto Cury trocou os palcos de conferências e consultórios pela política ao ser lançado pré-candidato à Presidência da República. Filiado ao Avante, ele se apresenta como o único nome de centro desta eleição, capaz de representar os 48% de brasileiros que rejeitam tanto o lulismo quanto o bolsonarismo. Em um cenário em que as pesquisas BTG/Nexus mostram que 52% do eleitorado está dividido entre os dois polos — 26% lulistas convictos e 26% bolsonaristas radicais —, Cury aposta na maioria silenciosa que, segundo ele, “paga a conta econômica e social mais cara” da paralisia política, como juros altos, educação em crise, saúde precária.
“Não venho de nenhum dos dois campos. Venho da ciência, da saúde mental, da iniciativa privada, e do desejo de devolver esperança a de quem foi silenciado”, afirma o criador da Teoria da Inteligência Multifocal (TIM) e fundador da Academia de Gestão da emoção (AGE), que já impactou mais de 150 mil alunos e da Escola da Inteligência, que impactou mais de 500 mil alunos e 1 milhão de pais e professores.
O que o motivou a ingressar em um ambiente tão tóxico? Ele diz que depois de ter se especializado em ouvir a dor das pessoas, decidiu cuidar de um outro paciente: um Brasil polarizado e paralisado em vários aspectos. Garante que seu foco é 100% projetos e não gastará energia para atacar adversários. Antecipa que sua campanha será centrada no que importa de fato para a vida dos brasileiros. Cury cumpre agenda de grandes conferências e reuniões partidárias no Rio de Janeiro nessa semana.
O DIA - Por que alguém com uma trajetória profissional tão bem sucedida decidiu entrar na política agora?
AGUSTO CURY - Porque acredito em um governo centrado no que importa, com foco nas pessoas e não em brigas políticas. Pois aqueles que dividiram nosso país com a polarização, reduziram a esperança dos milhões de brasileiros que se tornaram invisíveis, pois não têm sequer mais o direito a ter opinião. Essa é a nossa oportunidade de construir um Brasil que some nossos potenciais e multiplica oportunidades, escrevendo um novo capítulo para um futuro melhor, especialmente para a maioria silenciosa que não vê mais a velha política como solução.
Como pretende chegar ao segundo turno e quebrar uma polarização que parece cristalizada desde 2018?
A divisão política hoje no Brasil é fruto de uma minoria barulhenta, que multiplica o ódio e cala a opinião de quem discorda. O resultado disso é um país paralisado, que prejudica a maioria, que é silenciosa, mas que está pagando a conta mais cara no mercado, juros cruéis, impostos mais altos e o custo da desesperança de toda a sociedade, que vê o país como um cachorro correndo atrás do próprio rabo, mas que não sai do lugar. Essa maioria silenciosa está cansada de pagar imposto alto na energia, preço elevado dos alimentos e o custo da desesperança, saúde e educação caóticas. Ela quer soluções reais. Para mim o presidente da nação é apenas um empregado da sociedade contratado pelo voto com prazo determinado para ser despedido. Não dependo do poder, sou apenas um servo da sociedade.
Até agora, o senhor é o único que se coloca como candidato de centro, enquanto Lula corre pela esquerda e os demais concorrentes congestionam a raia da direita. Como tirar proveito disso?
Os dados da pesquisa BTG/Nexus são claros: 48% do eleitorado não se identificam com nenhum dos polos. São 21% de não polarizados e 8% que rejeitam tanto Lula quanto o bolsonarismo. Esse grupo ainda não encontrou uma alternativa. Eu não venho de nenhum dos “exércitos”. Venho com uma proposta de centro que pode unificar quem está fragmentado e dar voz a quem foi silenciado. Queremos inaugurar um novo jeito de fazer política: centrado na solução das dores das pessoas, focado nelas e somando ideias.
Qual sua avaliação dos governos Lula e Bolsonaro?
Cada um fez o que achava que seria a melhor opção em seu momento. Mas o problema é a herança que deixaram: o discurso de ódio e a morte da opinião contrária. Meu objetivo não é olhar para o passado, mas construir o futuro — o Brasil da pacificação, o Brasil que soma, unido em resolver os problemas da população e não ficar trocando acusações. Um grande líder se faz pequeno para tornar os sem-voz grandes.
Quais seriam as primeiras medidas de um eventual governo Augusto Cury?
Vivemos uma revolução tecnológica com o avanço da inteligência artificial e da robótica. Transformaremos a educação em prioridade nacional, reformulando o ensino para preparar as novas gerações, treinando e valorizando os professores, com melhores salários e resgate da sua autoridade em sala de aula: com ensino integral e técnico que garanta uma ocupação para o estudante mesmo que ele não curse a universidade. Outra prioridade serão as mulheres, que hoje enfrentam uma verdadeira epidemia de feminicídios. Uma mulher é morta a cada 5 horas no país. Mais do que lei para punir severamente e inibir esses crimes, precisamos assegurar que elas não sejam discriminadas no mercado de trabalho. Como médico, estou disposto a implementar uma política nacional de suporte aos 32 milhões de neurodivergentes e às mães atípicas. Incentivaremos o empreendedorismo com cursos nas comunidades ou favelas, nas escolas públicas, e financiamento de 10 milhões de microempresas.
Qual sua principal mensagem para a maioria silenciosa?
Vocês não estão sozinhos. Vamos fazer um pacto nacional e convidar os melhores governadores sem histórico de corrupção, os grandes intelectuais das universidades e os melhores gestores da iniciativa privada para um projeto não de Augusto Cury, mas um projeto de Brasil. Os desafios são enormes, pois o país está asfixiado financeiramente. Mas podemos reescrever a história do Brasil! O futuro está nas mãos dos brasileiros! Todavia, mais de 80% dos eleitores ainda não sabem que sou pré-candidato, mas essa maioria que não quer mais escolher entre dois extremos tem uma alternativa. Eu represento quem está cansado de ver o Brasil paralisado. Juntos, podemos escrever um novo capítulo, com futuro melhor para todos. Quero que o brasileiro volte a sonhar, pois uma existência sem sonhos é um céu sem estrelas.

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