'Qualquer mulher agredida a gente não pode soltar a mão', disse JanjaReprodução / UOL

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, afirmou nesta segunda-feira, 13, em entrevista para o programa Frente a Frente dos jornais UOL e Folha de S.Paulo, que defende uma divisão das cadeiras da Câmara e do Senado entre homens e mulheres. Segundo ela, deveriam haver duas listas de eleitos para cada um dos gêneros.
"Há dois anos, eu tenho falado que não quero mais cota. Eu quero 50% de cadeiras para as mulheres", disse Janja na entrevista.
Durante a entrevista, Janja foi questionada sobre a atuação dela no governo, apesar de não exercer de cargo público. Segundo ela, a imprensa não está interessada nos mecanismos de transparência das suas atividades já disponibilizadas pelo Planalto.
"Se a imprensa não quer saber, ou as pessoas não querem saber e não me procuram, aí não é responsabilidade minha. Eu não sei se um cargo é o fato. Não existe um cargo para o lugar que eu estou", declarou.
A primeira-dama também comentou sobre os recentes desentendimentos políticos sofridos pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) com aliados da direita. Janja disse se solidarizar com elas e concordou que elas são alvos de misoginia na política.
"Eu presto total solidariedade a elas. Eu acho que qualquer mulher agredida a gente não pode soltar a mão. Não importa qual é o campo ideológico dela. A questão da violência contra a mulher e a misoginia não tem lado. Não tem direita nem esquerda, conservador ou progressista."