Flávio Bolsonaro conversou com jornalistas antes de encontro com os candidatos do PL Reprodução / Instagram
Perguntado se as relações com o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, o senador respondeu: "Quem deve explicações é o Lula. É o filho dele que está sendo acusado de roubar os aposentados do INSS. É o Lula que tem que explicar o que ele vai fazer numa reunião, o presidente da República junto com o Augusto Lima e outros, Gabriel Galípolo, dizendo: 'Não vende o banco agora para outro banco, porque a gente vai trocar o presidente do Banco Central e vamos resolver a sua situação'", falou.
O candidato também voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que o impeachment do magistrado se tornou uma pauta eleitoral. Flávio perguntou aos candidatos ao Senado presentes se eles eram favoráveis ao impeachment de Moraes, e ouviu como resposta gritos de "Fora, Moraes".
"Eles vão ser cobrados nas eleições por isso", afirmou o candidato. Ele também criticou a condução do inquérito das fake news e acusou o ministro de atuar politicamente.
"Essa farsa que foi montada contra o Alfredo foi exatamente no momento em que ele estava defendendo os aposentados, roubados pelo governo do PT, inclusive pedindo a prisão. Foi feito isso contra ele, a pessoa do bem, uma pessoa preparada, da área da segurança pública". Os candidatos, que estavam próximos a Flávio, começaram, então, a gritar o nome de Gaspar, como demonstração de apoio.
Durante a entrevista, Flávio reafirmou que o PL já definiu apoio a 47 candidatos ao Senado em todo o Brasil. Segundo ele, a composição dará "uma capilaridade gigantesca" à candidatura presidencial.
O candidato ressaltou que haverá uma orientação geral para as campanhas, mas que cada Estado terá liberdade para adaptar o discurso à realidade local. "Cada Estado tem a sua realidade, mas tem uma linha geral", afirmou. Para ele, os candidatos apoiados pelo PL terão acesso direto à Presidência para levar demandas de seus Estados.
Ao falar sobre a estratégia para o Senado, Flávio afirmou que pretende contar com uma base ampla para aprovar mudanças constitucionais e na legislação penal. Entre as propostas citadas estão a redução da maioridade penal, o endurecimento das penas para crimes violentos e a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC), do Comando Vermelho e de milícias como organizações terroristas.
O candidato também voltou a atacar o governo Lula pela situação fiscal. Segundo Flávio, o próximo governo herdará um cenário de deterioração das contas públicas e terá de rever despesas nas áreas de saúde e educação. Ele afirmou que pretende trabalhar pela "responsabilidade fiscal".
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