Flávio afirmou que Supremo tem a obrigação de autorizar o início de investigação contra MoraesEvaristo Sa / AFP

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a defender nesta segunda-feira, 14, o afastamento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Segundo ele, o julgamento sobre a abertura de inquérito contra o ministro representa um "dia importante".
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"Amanhã (terça-feira, 15) será um dos dias mais importantes dos últimos anos no Brasil. É o início de um julgamento que tenho certeza que vai fazer com que o Alexandre de Moraes seja oficialmente investigado com tudo que já veio à tona", declarou a jornalistas, durante visita a Belém (Pará).

"Não há mais nenhuma dúvida que, pelo menos o Supremo, a maioria do Supremo no plenário tem a obrigação de autorizar o início de investigação contra ele. Ele precisa ser afastado", falou.

Flávio voltou a se dizer a favor da retirada de sigilo de outros inquéritos, como o da fake news e o que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

Julgamento

No julgamento de terça, os ministros devem se debruçar sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que traz 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes, com quem o ex-banqueiro demonstra ter relação próxima.

O material foi recuperado do celular apreendido de Vorcaro. As mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, dia em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente.

Nas mensagens, Vorcaro aparenta compartilhar com Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre a operação da PF para prendê-lo. As respostas do interlocutor não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores.

O relatório veio à tona no início de setembro, quando o sigilo sobre o material foi retirado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. O ato desencadeou uma crise sem precedentes na Corte, com embate entre os ministros.

A PGR pediu ao Supremo a anulação do relatório, devido a supostas irregularidades na sua produção. Segundo o órgão, o relator não poderia ter autorizado o avanço das investigações sobre um ministro do Supremo sem ter informado ao plenário previamente.
*Com informações da Agência Brasil