Zanin e Gilmar iniciaram a análise do material, a menos de 1 dia da sessão que pode definir o futuro de Moraes no STFReprodução
Os demais ministros que solicitarem acesso à Polícia Federal também poderão analisar o celular de Vorcaro. No domingo, Gilmar Mendes encaminhou pedido semelhante à direção-geral da corporação. Na sexta, o decano do STF já havia solicitado ao presidente da Corte, Edson Fachin, que adotasse providências para garantir o acesso dos demais ministros aos dados telemáticos do banqueiro.
Alexandre de Moraes, que também requisitou acesso integral ao celular do banqueiro, argumenta que "não cabe ao Ministro relator (André Mendonça) escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento".
O aparelho estava com Vorcaro quando ele foi preso, em 17 de novembro do ano passado, e seu conteúdo serviu de base para as diferentes fases da Operação Compliance Zero até agora.
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Ao justificar a requisição do aparelho celular da Apple, modelo iPhone 17 Pro, número de série LTPF3F27YR, que estava em posse de Vorcaro no momento de sua prisão, Zanin afirmou que "não existe hierarquia entre os Ministros do Supremo Tribunal Federal" e sustentou que "não se pode opor aos julgadores qualquer restrição ao acesso a informações, até porque todos eles estão submetidos ao dever de sigilo e de bem desempenhar suas funções, com imparcialidade e independência".
Hoje, às 10h, o plenário do Supremo inicia a votação que decidirá pela abertura ou pelo arquivamento de uma investigação contra Alexandre de Moraes, após o Estadão revelar mensagens trocadas entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Na semana passada, o Estadão detalhou as principais frentes dessa relação. Entre elas, estão pedidos reiterados de Vorcaro para que Moraes interviesse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o objetivo de conter as investigações sobre negócios fraudulentos do Master; a participação do ministro na edição de um contrato de R$ 131 milhões entre Viviane Moraes e Vorcaro; conversas sobre uma possível saída do banqueiro do País antes de sua prisão; cobranças relacionadas a pagamentos ao escritório Barci de Moraes; e a autorização de cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os filhos do ministro.
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