Para Rogério Marinho, a sessão passou uma "sensação de impunidade" e de "frustração" à sociedadeRoque de Sá/Agência Senado
"Foi feito para se ganhar tempo e para se permitir novos vazamentos, para aumentar o tumulto judicial e para se tentar livrar o ministro Alexandre de Moraes de que ele, a exemplo de qualquer cidadão brasileiro, possa prestar contas", declarou o parlamentar a jornalistas no Senado.
Para Marinho, a sessão passou uma "sensação de impunidade" e de "frustração" à sociedade. Ele afirmou haver uma tentativa de "blindar" Moraes e impedir que o ministro preste esclarecimentos em uma eventual investigação.
Marinho também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta se afastar politicamente de Moraes. "Há várias declarações do Lula colocando ele Moraes como defensor da democracia, como alguém que salvou o Brasil. É evidente que agora o Lula tenta se afastar dele", falou.
Julgamento
O julgamento acabou interrompido por pedido de vista de Flávio Dino, que, antes da suspensão, havia votado a favor da tramitação conjunta dos casos.
Flávio e 'Dark Horse'
"Nem o senador Flávio Bolsonaro sabia, porque estava dentro do inquérito. Ele não foi acionado, o advogado não falou. Soubemos quando caiu o sigilo", alegou o parlamentar a jornalistas no Senado.
Marinho disse que a investigação foi aberta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça após um pedido relacionado a informações da Polícia Federal e defendeu que o procedimento avance.
Segundo ele, a defesa e a produtora responsável pelo filme entregaram documentos para apuração. Flávio ainda não prestou contas publicamente sobre os recursos repassados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Mendonça autorizou que Flávio Bolsonaro seja investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no financiamento de Dark Horse.
A ordem foi proferida em julho e só veio a público após o levantamento parcial do sigilo da investigação que apura as fraudes atribuídas a Vorcaro e suas conexões políticas em Brasília.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.