Autores também destacam que Lula mencionou diretamente as eleições durante o discursoAFP
Na representação, os candidatos afirmam que Lula teria utilizado o pronunciamento oficial como "palanque político" ao abordar temas presentes em sua campanha, como bets, fim da escala 6x1, soberania nacional, terras raras e Pix. Os autores também destacam que Lula mencionou diretamente as eleições de 4 de outubro durante o discurso.
Flávio e Gaspar pedem, em caráter liminar, que Lula e Alckmin sejam proibidos de utilizar, em propaganda eleitoral, imagens do discurso na ONU ou de atos relacionados à viagem e ao evento. A representação prevê multa de R$ 50 mil por peça ou postagem que descumpra a eventual decisão.
Os candidatos também citam precedente de 2022, quando o TSE proibiu o então presidente Jair Bolsonaro de utilizar, em propaganda eleitoral, imagens de seu discurso na Assembleia Geral da ONU daquele ano. Segundo a representação, a decisão considerou o risco de uso eleitoral de um pronunciamento realizado no exercício da função de chefe de Estado.
Discurso
"O sentimento que me move hoje é o da indignação", disse. "A capacidade da ONU de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exércitos nem arsenais, nunca foi tão pequena", completou.
A declaração foi feita durante a abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Em sua fala, Lula lembrou que essa é a 10ª vez em que abre o debate geral e, da tribuna, voltou a criticar especificamente o trabalho do Conselho de Segurança da organização.
"Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel", disse. "Em 1946, já na primeira sessão dessa assembleia, o Brasil alertava para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto. Esse vício conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez."
Soberania
Na ocasião, Flávio sustentou que a população brasileira, atualmente, não tem soberania nem sobre o próprio celular e a própria bolsa e repetiu a defesa da "soberania da segurança pública". Segundo o candidato do PL, Lula faz um "discurso ridículo" e "passa a mão na cabeça de bandido".
Flávio disse ainda que Lula "está governando com rancor e com ódio" e acusou o petista de ter viajado aos Estados Unidos para "implorar" ao presidente Donald Trump para não classificar como narcoterroristas as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
O candidato do PL prometeu também que, se eleito, incluirá o Brasil no "Escudo das Américas", coalizão militar liderada pelos Estados Unidos sob Trump, criada em março de 2026. Flávio voltou a dizer que classificará o PCC e o CV como terroristas.
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