Flávio e Lula registram 42% das intenções de voto cada em um eventual segundo turno da, diz pesquisaLula Marques/Agência Brasil / Ricardo Stuckert/PR
No último dia 21, a pesquisa mostrou Lula com 37% das intenções de voto e Flávio com 33%, primeira vez que os dois principais candidatos apareceram empatados tecnicamente, no limite da margem de erro. Em uma semana, a distância entre os dois passou de quatro pontos percentuais para cinco pontos percentuais entre os dois levantamentos.
O escritor Augusto Cury (Avante), que estava na terceira posição, oscilou de 6% para 4%. O candidato está empatado tecnicamente com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, que se manteve com 4% nas últimas duas semanas.
Já o influenciador e ativista Renan Santos (Missão) se manteve em 3% em comparação com a semana passada.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) apareceu com 1%, a mesma porcentagem do levantamento da última semana.
Lula e Flávio empatam em 42% no 2º turno
No cenário entre Lula e Flávio, os votos em branco, nulos e de eleitores que dizem não votar passaram de 14% para 13% em uma semana. Já os indecisos permaneceram em 3%.
Nas demais simulações de segundo turno, Lula registra 43% contra 40% do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Na semana passada, os dois tinham 41% e 39%, respectivamente. O petista avançou dois pontos porcentuais, enquanto Caiado oscilou um ponto para cima.
Contra o escritor Augusto Cury (Avante), Lula aparece com 42%, ante 33% do adversário. No levantamento anterior, o placar era de 39% a 35%. Lula oscilou três pontos porcentuais para cima, enquanto Cury recuou dois.
Na disputa com Renan Santos (Missão), Lula tem 42% e o adversário, 39%. Há uma semana, os dois registravam 41% e 38%, respectivamente, o que representa oscilação de um ponto porcentual para cima para ambos.
Já contra Romeu Zema (Novo), Lula mantém os 46% registrados na semana passada, enquanto o ex-governador de Minas Gerais passou de 32% para 30%.
A pesquisa é a primeira da Quaest após a proibição das bets no País, anunciada por Lula na tarde de sexta-feira, 25. O levantamento foi realizado entre os dias 24 e 27 de setembro e medirá, em parte, os efeitos da medida.
Aprovação de Lula oscila de 44% a 46%; desaprovação vai de 50% a 49%
Na avaliação do governo, a parcela que considera a gestão negativa oscilou de 42% para 41%, enquanto a avaliação positiva passou de 33% para 34%. Os que classificam o governo como regular permaneceram em 23%, e os que não sabem ou não responderam ficaram estáveis em 2%.
Maioria apoia reajuste do Bolsa Família, bets restritas e canetas emagrecedoras no SUS
A restrição às apostas esportivas é a mais popular, e a aprovação de 62% é resultado da soma dos 40% que sabiam da medida e a apoiam com os 22% que não sabiam, mas a consideram uma boa ideia.
Católicos e evangélicos
No segundo turno, Lula passou de 46% para 50% entre os católicos, enquanto Flávio permaneceu em 37%. Já entre os evangélicos, o presidente oscilou de 28% para 30%, ao passo que o candidato do PL recuou de 58% para 54%.
O levantamento foi divulgado em meio à polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida, que ganhou repercussão nas redes sociais após discussões sobre um projeto arquivado há quase 20 anos que tinha como objetivo retirar o título da santa como padroeira do Brasil.
Rejeição a Lula oscila de 55% para 54%; Flávio Bolsonaro se mantém em 56%
Ambos continuam como os candidatos à Presidência com maior recusa. Na pesquisa do último dia 21, 56% afirmavam que não votariam de jeito nenhum em Flávio e 55% em Lula. Ambos estavam tecnicamente empatados no indicador, em razão da margem de erro de dois pontos percentuais do levantamento.
No 2º turno, Lula vai de 44% a 46% entre as mulheres; Flávio se mantém em 37%
As variações estão no limite da margem de erro de três pontos porcentuais para o recorte feminino.
Na simulação de segundo turno, Lula passou de 44% para 46% entre as mulheres, enquanto Flávio se manteve em 37%. A vantagem numérica do presidente aumentou de sete para nove pontos porcentuais em uma semana.
43% têm mais medo da reeleição de Lula; outros 43% temem volta da família Bolsonaro
O levantamento mostra que 7% afirmam ter medo dos dois cenários, enquanto 3% dizem não temer nenhum deles. Não souberam responder ou não responderam 2% dos entrevistados.
O resultado volta a colocar os dois cenários em empate numérico. Na última pesquisa, no dia 21 de setembro, 43% dos entrevistados afirmavam ter mais medo da reeleição de Lula, e 42% apontavam ter medo da volta da família Bolsonaro.
A Quaest também mostra que 47% das mulheres têm mais medo da volta da família Bolsonaro e 37%, da permanência de Lula do poder. Já dos beneficiários do Bolsa Família, 57% têm mais medo da volta dos Bolsonaro e 30%, da permanência de Lula.
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Crença na reeleição de Lula
Na última pesquisa, 55% dos brasileiros acreditavam em uma vitória de Lula, e 30% de Flávio.
A pesquisa mostra que, entre os eleitores de Lula, 90% acreditam que ele vencerá a eleição, ante a 3% que acham que será Flávio. Na última semana esse número era de 87% e 5%, respectivamente.
Já entre os eleitores de Flávio, 72% acreditam que o seu candidato irá ganhar a eleição e 21% acham que será Lula. Na última semana, esse número era de 69% para Flávio e se manteve em 21% para Lula.
Lula mantém 31% na espontânea; Flávio vai de 26% a 27% e indecisos recuam
No levantamento espontâneo, em que os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos, o porcentual de indecisos caiu de 35% para 31% em uma semana.
Somados, os demais nomes citados na pesquisa espontânea passaram de 6% para 8% em uma semana. Augusto Cury (Avante) manteve 3%, Ronaldo Caiado (PSD) passou de 1% para 2%, Renan Santos (Missão) foi de 0% para 1%, enquanto Romeu Zema (Novo) permaneceu em 0%. O ex-presidente Jair Bolsonaro aparece com 2%.
Indecisos, votos brancos e nulos
A pesquisa detectou um movimento de voto útil na reta final do primeiro turno, e os eleitores indecisos passaram a diminuir, distribuindo sua participação nas duas principais candidaturas: a de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.