Santana disse que serão realizados mais de 300 atos de campanha neste domingoJosé Cruz / Agência Brasil

O novo porta-voz da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), senador Camilo Santana (PT-CE), disse, neste domingo (11), que o governo está comprometido em aprovar nesta quarta-feira a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o fim da escala de trabalho 6x1.
Em conversa com jornalistas, ele ponderou que "os votos são dos senadores", mas que o governo nunca teve maioria do Congresso e sempre aprovou os projetos encaminhados. Também ressaltou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está "muito focado" na aprovação.

"Nunca tivemos maioria no Congresso, nem no Senado e nem na Câmara, e aprovamos todos os projetos que foram encaminhados, inclusive a reforma tributária. No Ministério da Educação, todos os projetos que encaminhamos - escola de tempo integral, o Pé-de-Meia, o novo Plano Nacional de Educação - nós aprovamos. A capacidade que o presidente Lula tem de diálogo é muito grande, independente da formação da Câmara e do Senado, vamos continuar dialogando", afirmou.

Santana disse ainda que, ao longo deste domingo, serão realizados mais de 300 atos de campanha em todo o País. Segundo o balanço da campanha de Lula, na última semana foram realizados mais de 1 mil atos. "São atos voluntários, de estudantes, movimentos sociais. São atos em defesa da democracia, em defesa do presidente Lula, para dizer que queremos o fim da escala 6x1, que somos contra o 'tesouraço' de R$ 250 bilhões que o Flávio Bolsonaro (PL) está propondo", disse o senador.
Alcolumbre marca votação da PEC pelo fim da 6x1
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para a próxima quarta-feira (14) a votação, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1).

A PEC 221, de 2019, prevê descanso remunerado de 2 dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.

Ao agendar a votação, Alcolumbre disse que cumpre, portanto, o compromisso de colocar a proposta na pauta “com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental”.