Nome de Eduardo é ventilado como possível chefe para o ItamaratySaul Loeb / AFP
No cargo, dada sua proximidade com as lideranças da direita mundial, como integrantes dos governos de Donald Trump e Javier Milei, Eduardo seria o responsável por reaproximar o Brasil oficialmente daqueles governos.
"As nomeações de ministros vão passar pelo presidente Jair Bolsonaro. Neste momento há uma dificuldade muito grande de ter contato com ele. No momento estamos preocupados com a eleição do Flávio", afirmou em entrevista ao SBT News, exibida no sábado, 10.
Sobre sua indicação ao Ministério das Relações Exteriores, ele disse estar "à disposição" caso seja da vontade de Flávio.
"Isso é assunto pra depois da eleição, mas se for da vontade de Flávio me ter em um Ministério, estou à disposição", disse.
Lula questiona corte de R$ 250 bilhões prometido por Flávio
"Quando o meu adversário diz que vai cortar R$ 250 bilhões, que vai ter um tesouraço, é preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte. Porque eu não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país que teve coragem de cortar dos ricos...ele sempre corta dos pobres", afirmou.
O petista também disse que o País vive um momento de aferição se o mundo quer viver uma mentira ou uma verdade. Ele citou as instabilidades geopolíticas, a guerra no Irã e as medidas do governo para evitar uma alta excessiva do preço dos combustíveis.
"Nós estamos vivendo um momento de aferição se o mundo quer viver uma mentira ou o mundo quer viver uma verdade. Que tipo de educação, que tipo de cultura, que tipo de saúde a gente deseja", declarou.
E seguiu: "É um momento de muita incerteza no mundo. Nós temos uma guerra na Rússia que já dura cinco anos, nós temos uma guerra no Irã com os Estados Unidos que trouxe um prejuízo extraordinário ao povo do mundo inteiro por conta do estreito de Ormuz".
Além de tentar impulsionar a campanha do candidato petista no Estado, Cadu Xavier - que adotou o nome de Cadu de Lula - contra Allyson Bezerra (União), o presidente visita o Rio Grande do Norte para tentar recuperar os votos perdidos na região em relação à eleição de 2022.
Governado pela petista Fátima Bezerra desde 2019, Lula perdeu no primeiro turno mais de 120 mil votos de vantagem em relação à disputa contra o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022.
Na ocasião, Lula impôs uma vantagem de 641 mil votos contra Bolsonaro. Agora, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), essa diferença baixou para 517 mil.
Na avaliação dos integrantes da campanha de Lula, uma das razões de o presidente ter ficado atrás de Flávio no primeiro turno é a perda de votos no Nordeste em relação à disputa passada. Mesmo ainda sendo dominante na região, os votos este ano ficaram abaixo do que os petistas esperavam.
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