De dezembro de 2025 a janeiro de 2026, o município registrou a potência instalada de 108.535 kWpico Foto César Ferreira/Divulgação

Campos – Segundo maior município no ranking estadual em produção de energia solar fotovoltaica e unidades consumidoras beneficiadas, Campos dos Goytacazes, maior em extensão territorial no estado do Rio de Janeiro, já conta com potência total instalada de 111.164 kWpico, produzindo 555.820 kWh-dia.
A constatação é da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Energia e Inovação, revelada nesta quinta-feira (29), pelo secretário Marcelo Neves. Ele observa que, como o consumo médio do cidadão brasileiro é de 6,5 kWh-dia, a energia gerada pelos módulos fotovoltaicos em Campos seria suficiente para suprir a demanda de energia de uma população de 85.510 habitantes.
Neves compara que uma cidade desse porte emitiria 640 (T.CO2.e/mês) na atmosfera, se consumisse energia no formato convencional, o que agravaria ainda mais as questões climáticas: “Em Campos, os módulos fotovoltaicos instalados evitam essas emissões e o clima do planeta agradece. No ano de 2025, foram evitadas emissões de 5.803 (T.CO2.e) com os módulos fotovoltaicos em operação”.
Segundo o secretário, de dezembro de 2025 a janeiro de 2026, o município registrou a potência instalada de 108.535 kWpico em energia solar, com 16.835 instalações: “Só em janeiro deste ano, esses números subiram para 111.164 kWpico e 17.088 instalações. Em 2025 foram instalados novos módulos, acrescentando potência de 18.506 kWpico ao sistema, beneficiando 2.559 novos consumidores com compensação tarifária”.
QUEDA NACIONAL - Em nível nacional, Neves assinala que a evolução da potência instalada dos módulos fotovoltaicos apresentou uma redução de 29% no ano passado, em comparação com 2024. Entre os fatores que contribuíram ele aponta o ônus proveniente das conexões aos sistemas de distribuição e a capacidade técnica da rede x inversão do fluxo de carga.
Outros fatores apontados são a volatilidade do dólar x importações; as taxas de juros elevadas. e a insegurança jurídica no setor de energias renováveis: “Essas questões provocaram reavaliações de projetos, adiamento de cronogramas e desvio de investimentos de capital para outros segmentos”.
O secretário enfatiza que, como o gargalo está na conexão, o foco para a busca de novos processos e produtos aponta para as novas técnicas de armazenamento da energia: ”Porque a tecnologia fotovoltaica é robusta, a demanda existe e a transição energética tem que continuar”.