Arte coluna Além da Vida 21 fevereiro 2026Arte Paulo Márcio

Para muitos, inclusive espíritas que seguem fielmente a doutrina de Kardec, a crença em horóscopos e a influência determinante dos signos sobre o destino humano são consideradas superstições. Isto, porque, é priorizado o livre-arbítrio sobre qualquer influência astrológica.

Para alguns, a influência das estrelas no destino é uma "antiga superstição". Existe um argumento científico da astronomia para demonstrar que, devido ao movimento da Terra, as constelações já não correspondem aos meses do nascimento, o que invalidaria os prognósticos tradicionais da astrologia. E se o destino estivesse escrito nas estrelas, o homem não teria mérito pelo bem nem culpa pelo mal?
Através da psicografia de Chico Xavier, o espírito Emmanuel trouxe uma perspectiva que concilia ciência e magnetismo. Emmanuel afirma que as conjunções planetárias e campos magnéticos exercem influência no complexo celular físico do homem e em sua formação orgânica no nascimento.
Embora se reconheça essa influência no corpo físico, ela não afeta o caráter ou o destino da alma, que permanece livre para agir e evoluir através do esforço próprio.

O destino é construído pelas ações do espírito (Lei de Causa e Efeito). A personalidade é o resultado das experiências de múltiplas reencarnações. Sobre as previsões, entende-se que o futuro não é fatalista; o livre-arbítrio permite alterar o curso da vida. Os astros são vistos como mundos habitados por outros espíritos em diferentes graus de evolução.

A origem do "Destino" existe apenas no sentido das provas físicas (situações, família, doenças ou condições sociais) que o próprio espírito escolhe antes de encarnar. O espírito escolhe desafios que ajudem a acelerar seu progresso moral ou reparar erros passados.
Uma vez escolhida a prova, o evento torna-se uma "fatalidade" para aquela existência, mas foi instituído pelo próprio livre-arbítrio do espírito no plano espiritual. Embora as circunstâncias externas possam ser pré-determinadas, o homem mantém liberdade total sobre como reagir a elas.
O espírito é sempre senhor de ceder ou resistir às tentações e provas morais. Cada escolha atual planta a semente do "destino" futuro. A sementeira é livre, mas a colheita é obrigatória.
A liberdade não é absoluta na Terra. O corpo físico e instintos podem dificultar as manifestações do espírito, mas não anulam à vontade. Obstáculos do mundo existem, mas Deus leva em conta o esforço individual para vencê-los. Espíritos podem sugerir pensamentos, mas a decisão final de agir cabe sempre ao encarnado.
O homem não é fatalmente conduzido ao mal; seus crimes não estão "escritos" e não são resultado de um decreto do destino. O único destino real e inevitável de todo espírito é a evolução para a perfeição.
Em resumo, a cada um será dado segundo as suas obras, e não segundo o seu signo. A prática da astrologia para decisões pessoais ou negociais não encontra base na doutrina.