As características de uma pessoa narcisista refletem a sua forma de pensar, agir e reagir no dia a dia. Os traços mais comuns são os seguintes:

Conversa unilateral: interrompe os outros com frequência e sempre direciona o assunto de volta para si mesmo. O narcisista sempre busca por elogios, pescando elogios sutilmente e demonstra desconforto quando outra pessoa recebe atenção ou crédito.
Gargalo de mérito: toma para si o crédito pelo trabalho em equipe, mas culpa os outros quando algo dá errado. O narcisista perde também, o interesse rapidamente por amigos ou parceiros quando eles deixam de servir aos seus interesses.
Gaslighting: distorce os fatos e mente para fazer a outra pessoa duvidar da própria memória, sanidade ou percepção. Também demonstra afeto ou simpatia apenas quando recebe algo em troca ou quando a outra pessoa concorda com tudo.
Vulnerabilidade oculta: esconde uma autoestima extremamente frágil atrás de uma fachada de extrema confiança e segurança. Outra característica é o rancor prolongado: guarda mágoas por muito tempo e planeja vinganças por ofensas reais ou puramente imaginárias. Não pede desculpas sinceras e costuma usar a frase "desculpe se você se sentiu assim" para transferir a culpa.
Para nós, reencarnacionistas, o narcisismo é classificado como uma grave enfermidade da alma, sendo o reflexo direto das duas maiores chagas da humanidade o orgulho e a vaidade elevados ao extremo.

Sob a ótica da imortalidade da alma e das múltiplas existências, o comportamento narcisista aponta para um espírito ainda imperfeito, profundamente iludido pelas aparências da matéria e focado exclusivamente no próprio ego.
São espíritos endurecidos na inteligência. São espíritos que desenvolveram uma capacidade intelectual notável em vidas passadas, mas negligenciaram o progresso moral e o desenvolvimento da empatia.
Vampirismo emocional e psíquico: na ânsia de alimentar sua ilusão de grandeza, o narcisista busca sugar a energia psíquica, a alegria e a autoestima daqueles ao seu redor. O narcisista tem obsessão pelo reflexo (ilusão da matéria). Assim como no mito grego, o indivíduo fica aprisionado na própria imagem, esquecendo-se de sua real natureza espiritual e dos compromissos assumidos antes de reencarnar. A convivência com o narcisista testa o limite alheio, pois ele desconhece a gratidão e enxerga os outros apenas como ferramentas para benefício próprio.
O Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN) não anula a responsabilidade moral do ser. A reencarnação atual funciona tanto como uma consequência de abusos do passado quanto como uma oportunidade terapêutica e corretiva da própria consciência.
E qual é o remédio espiritual?
O cultivo da humildade: abraçar a humildade voluntariamente é a antítese e a única terapia definitiva contra o narcisismo. O desenvolvimento da caridade: sair do autoisolamento egoísta e passar a servir ao próximo sem esperar aplausos. O autoconhecimento legítimo: trocar a falsa autoimagem grandiosa pelo reconhecimento sincero de suas imperfeições reais.