De um lado, o deputado Dionísio Lins ostentando aval de prefeito, governador e Brasília. Do outro, o presidente da Liesa, Gabriel David, exigindo milhões e barracões. Briga de gigantes! AL

Nos últimos dias, o deputado estadual Dionísio Lins botou fogo nos bastidores do Carnaval ao defender que o Grupo Especial passe de 12 para 15 escolas de samba. Segundo ele, a proposta tem como objetivo resgatar agremiações históricas, como União da Ilha, Império Serrano e Estácio de Sá, e dar ainda mais força à festa que move milhões no turismo e na cultura carioca.
“A ideia é fortalecer os desfiles e valorizar a tradição de agremiações históricas. O Rio só tem a ganhar com a volta dessas escolas”, disse Dionísio.
Mas a resposta não demorou. Nesta quinta-feira, o presidente da Liesa, Gabriel David, foi direto ao ponto: “Sem R$ 40 milhões a mais e três novos barracões na Cidade do Samba, não tem conversa.”
A reação não intimidou Dionísio, que dobrou a aposta e jogou a carta política na mesa: “Eu falei com o prefeito Eduardo Paes, ele topou. Falei com o governador Cláudio Castro, ele topou. Falei com o secretário especial André Ceciliano, que me garantiu que o presidente Lula também topou.”

De um lado, Gabriel defende a logística e os custos que sustentam o espetáculo. Do outro, Dionísio ostenta o suposto aval das maiores autoridades de cada esfera de poder — prefeitura, governo do Estado e governo federal.

O enredo está aberto, a bateria já marcou a tensão e o clima nos bastidores é de expectativa.

Agora, só nos resta esperar os próximos movimentos — porque, como no melhor dos desfiles, o grande final ainda está por vir.