Aristóteles DrummondAristóteles Drummond

Esta subida do dólar e das demais moedas fortes face ao real é política, e não respaldada no momento que vive a economia nacional e mundial. A questão reflete o pessimismo dominante entre os que têm dinheiro diante de uma eleição na qual os principais candidatos, até agora, são políticos sem programas confiáveis para enfrentar turbulências.
Lula da Silva gosta de gastar e aumentar a dívida pública. Os Bolsonaro dependem de um bom economista, como Paulo Guedes, que sumiu deles, pois, no que depender deles próprios, a chance de eficiência é zero.
O povo, iludido pelas promessas, está caindo na armadilha de créditos e refinanciamentos, sem ter como melhorar de vida, ainda sem perceber que é enganado por todos. As contas tardam, mas chegam. A ignorância é o combustível desta esquerda, que cria uma burocracia cruel para aprisionar os menos favorecidos na dependência do serviço público.
Quem gera emprego e renda é o investidor em atividade produtiva no comércio, na indústria, na agricultura. É o empresário, e não o especulador. Mas estes governantes, depois dos militares, só pensam no voto, na reeleição. Para sair da crise, só como em 64: arrumando as contas, selecionando o investimento público e atraindo o investidor privado nacional ou internacional, para depois reformar para valer a Constituição, diminuindo o Estado, dificultando a corrupção e agindo firmemente no combate à impunidade e à violência, que está desfigurando o país. Com equipe preparada, honesta e de coragem.
Com este quadro na economia e na política, quem tem recursos não investe e agora manda dinheiro para fora. Um terço das aplicações nos grandes bancos já está no exterior. Os bancos brasileiros estão abrindo agências e escritórios e investindo fora.
Responsabilidade fiscal, controle do orçamento e gestão responsável parecem longe da realidade que vivemos.
O risco de investir no Brasil é grande, parece impossível e talvez seja mesmo. Mas temos de lutar, aprender mesmo que apanhando, e sonhar. Afinal, amanhã será outro dia…
Aristóteles Drummond é jornalista