Não é estranho a humanidade saber tão pouco sobre si mesma, sobre a vida, o amor e a morte? Sobre o lado invisível, as Hierarquias, os devas, os reinos, a interdependência e a heresia da separatividade?
Religiões e ciências se alternam e continuamos confusos, divididos, competindo pela supremacia da ignorância, achando que é o contrário.
Os passos em direção à verdade são lentos, a estrada é íngreme. É duro constatar que embora a busquemos, não estamos preparados para ela. Os segredos mais importantes são guardados a sete chaves, literalmente, porque espiritualmente ainda somos bárbaros.
O egoísmo atrapalha o avanço mais rápido e seguro em direção ao reto conhecimento, que toda religião verdadeira possui.
Para encontrar o caminho – que começa dentro de nós mesmos – contamos apenas com nosso coração como seta e estrela-guia, a inspiração da intuição correta.
É muito fácil se perder nesse mundo de ilusão; vivemos imersos em sombras que tomamos por realidade, e não é fácil enxergar para além do nevoeiro.
Quase todos estão perdidos, mas raríssimos se dão conta disso – e mesmo entre esses são poucos aqueles que ousam sair da caverna do entorpecimento. A dúvida prolonga a chamada noite escura da alma.
Que a Luz de Deus, de Allah, Oxalá, do UM, brilhe em nossa mente e dissipe a escuridão em que estamos imersos.
Embora vivamos na impermanência, existe algo que é “eterno” por trás de tudo. Ali encontra-se a paz que ultrapassa o entendimento, conseguida pelos muito poucos que decidiram estar no mundo, mas não ser do mundo. É preciso intenção, esforço e merecimento para conseguirmos um vislumbre do que isso seja. Mas podemos. Vamos!